Após discursos acalorados e mais de 15h de sessão, 58 senadores foram favoráveis ao julgamento de #Dilma Rousseff e 22 contra. Inicialmente, Dilma começaria a ser julgada dia 29 de agosto, com sentença proferida cinco dias depois, entretanto, na noite dessa terça-feira, Lewandowski aceitou que o julgamento comece dia 25 de agosto.

Resumo de mais um dia histórico

Na manhã de terça-feira, 9, o Senado Federal já estava repleto de políticos prontos para discursarem e defenderem seus pontos de vista sobre o processo do #Impeachment. Por volta das 12h, o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, rejeitou 7 das 8 questões de ordens apresentadas pela defesa de Dilma, dentre elas, um pedido para que a sessão fosse adiada e que o relator do impeachment, Antônio Anastasia, fosse afastado da comissão.

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Vanessa Grazziotin pediu para que a ‘teoria do golpe’ fosse incluída nos autos.

O presidente do STF, responsável por presidir tanto a sessão de hoje, quanto o julgamento final, entendeu que as questões indeferidas eram estranhas ao processo, e que as questões apresentadas deviam ser apenas para esclarecer eventuais dúvidas. Lewandowski também salientou que muitas das questões de ordem apresentadas eram impertinentes.

Discursos acalorados como o de José Pimentel, que afirmou não existir crime contra Dilma, e o de Lindbergh Farias, que chamou o processo do impeachment de uma fraude e um ‘teatro de mau gosto’, marcaram a votação. Gleisi Hoffmann chegou a alterar-se e estender o tempo de sua fala a ponto do presidente da sessão mandar cortar o seu microfone.

Do lado da acusação também teve discursos que chamaram a atenção, como o de Ronaldo Caiado, que afirmou, que após o afastamento de Dilma, até o dólar abaixou de R$4 para R$3,30.

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Os senadores Magno Malta, Simone Tebet, Aécio Neves e Ana Amélia, também aproveitaram para demonstrar toda a sua insatisfação com o governo de Dilma Rousseff, e apoio ao afastamento definitivo da petista.

O julgamento, que ocorre dentro de duas semanas, cumprirá com os requisitos do processo legal e terá testemunhas e apresentação de argumentos e provas pela defesa e acusação. #Votação do Impeachment no Senado Federal