Se na quinta-feira, 25, primeiro dia do julgamento do #Impeachment de Dilma no #Senado Federal, #Renan Calheiros pouco apareceu, nesta sexta-feira ele foi um dos protagonistas da principal discussão no plenário da Casa. Ele pediu à palavra ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que preside a sessão do impeachment, e foi ao microfone criticar a postura dos colegas senadores.

Segundo Calheiros, as discussões dos colegas na quinta-feira deram um ar de "espetáculo" ao processo e disse que elas eram "demonstrações de que a burrice infinita". Na mesma linha, ele criticou duramente a senadora Gleisi Hoffmann, do PT, que havia dito que ninguém no Senado Federal teria moral para julgar uma presidente como Dilma Rousseff.

Publicidade
Publicidade

"Como uma senadora pode fazer esse tipo de acusação? Isso não pode ocorrer", disse Renan. Na mesma linha, ele lembrou que conseguiu "desfazer o indiciamento" de Gleisi e o seu marido Paulo Bernardo, ex-ministro de Dilma, no STF. Irritada, Gleisi reagiu às declarações dizendo que "não era verdade".

Líder da base de Dilma no Senado Federal, Lindbergh Farias (PT-RJ) classificou a atitude de Renan como "baixaria". Como forma de tentar amenizar o bate-boca, Lewandowski encerrou a sessão e antecipou o intervalo de almoço. Mesmo assim, Renan e Gleisi seguiram trocando farpas. Pela parte da tarde, no entanto, Renan admitiu que se arrependeu de sua atitude.

A base aliada do presidente interino Michel Temer adotou como estratégia não fazer perguntas às testemunhas de defesa de Dilma. O objetivo é acelerar o processo de julgamento, que deve ter um resultado final na quarta-feira.

Publicidade