Aproveitando o final de sua permanência frente à presidência do Supremo Tribunal Federal (#STF), o ministro Ricardo Lewandowski tem aproveitado a direção da última etapa do processo que poderá afastar Dilma da presidência para manter uma série de conversas, na sua própria definição, com os protagonistas do #Impeachment no Senado. Segundo artigo publicado na Folha de São Paulo, nesta sexta-feira, dia 26, o magistrado têm sido bastante incisivo neste sentido. Afinal, o mesmo fez do reajuste a sua 'bandeira de luta' antes de deixar o cargo.

A tentativa do reajuste 'costurado' há meses atrás com o governo

A intenção de Lewandowski é elevar os salários dos seus pares dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39, 2 mil, antes de deixar o tribunal supremo no próximo mês de setembro.

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A proposta já havia sido discutida com o próprio Temer e foi o estopim para provocar rachas tanto dentro da base governista quanto no PSDB, um aliado em potencial para o próprio #Governo

Temer tratou de 'sair pela tangente' e numa atitude que poderia representar uma 'lavagem de mãos', procurou justificar que, por se tratar de uma proposta elaborada fora do Executivo, ele não poderia garantir que tal proposta poderia ser aprovada, mesmo diante da forte pressão do ministro. Nos bastidores, segundo alguns assessores, há uma inclinação favorável do próprio PMDB em apoiar Lewandowski.

A união do PSDB e PT contra a aprovação do reajuste do STF

Diante das discussões sobre o assunto, o PSDB reagiu prontamente contra as intenções do presidente do STF, sob o argumento de que o reajuste poderia comprometer toda a política de ajuste fiscal pretendida por Temer.

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De fato, com a elevação dos tetos salariais dos ministros haveria um efeito propulsor para que outros categorias de servidores públicos viessem a reivindicar novos reajustes salariais, principalmente, aqueles que fazem parte do poder Judiciário e do Executivo. Neste luta, o próprio PT se colocou ao lado dos tucanos e já anunciou a sua posição de votar contra a proposta no momento certo das discussões.

Numa tentativa de resguardar Lewandowski, a sua assessoria negou as intenções do ministro e justificou que os encontros com os senadores sempre assumiram um tom de conversa com o ministro. Com relação ao reajuste, os mesmos declararam que o aumento já estava previsto e teria sido acertado com a própria Dilma, inclusive com a inclusão no orçamento previsto para 2017. Apesar das justificativas, a própria assessoria de Temer admitiu que o presidente do STF impõe uma pressão crescente tanto sobre o próprio Temer quanto sobre seus aliados para que o mesmo saia vitorioso em suas aspirações. Mais uma vez, seus defensores dizem que o magistrado não confunde a condução do processo de impeachment com campanha de reajuste salarial.