Após uma questão de ordem apresentada pela defesa de Dilma, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que preside o julgamento de Dilma no Senado, decidiu retirar o status de testemunha do procurador Julio Marcelo, do TCU e ouvi-lo apenas como informante. A decisão foi considerada pela defesa de Dilma como uma vitória, já que Marcelo era a principal testemunha arrolada pela acusação. Inclusive, seus pareceres foram utilizados pelo relator Antônio Anastasia (PSDB-MG) para tentar embasar as acusações contra Dilma.

Um dos argumentos dos senadores pró-Dilma é que a suspeição de Júlio Marcelo põe dúvidas a todo o processo, já que ele esteve na Comissão Especial do #Impeachment no Senado, quando foi ouvido como testemunha.

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A suspeição foi solicitada pelo advogado Eduardo Cardozo, que apresentou uma postagem no Facebook em que o procurador convoca as pessoas a participarem de ato político pela rejeição das contas de Dilma, o que caracteriza falta de isenção da testemunha. Lewandowski acatou parte do recurso de Cardozo e "rebaixou" Julio de "testemunha" para "informante". A decisão foi tomada após a testemunha confirmar que havia participado do ato.

Durante a discussão, Gleisi Hoffman (PT-PR) pediu questão de ordem para indagar se o procurador também convocava protestos para "aprovação" de contas ou só para "rejeição". Em seguida, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) acusou Gleisi e a defesa de Dilma de tentar prejudicar o andamento do processo.

Dia quente no Senado

O julgamento iniciado às 9h da manhã desta quinta (25) teve cerca de quatro horas apenas para discussão de questões de ordem.

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Houve bate-boca quando Gleisi chegou a afirmar que o Senado não tinha moral para julgar Dilma, visto que muitos de seus membros eram acusados de corrupção. Numa outra discussão, Ronaldo Caiado acusou Lindbergh Farias (PT-RJ) de usar drogas nas dependências do Parlamento. O parlamentar carioca respondeu acusando Caiado de ter relações próximas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Dilma no julgamento

Na próxima segunda (29), Dilma irá ao Senado para se defender das acusações e responder questionamentos. #Dilma Rousseff #Senado Federal