Na última sexta-feira (05), o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, determinou a abertura de uma representação jurídica contra o Partido dos Trabalhadores (#PT) que pode resultar no cancelamento do registro do partido no TSE.  A representação de Mendes foi encaminhada a Maria Theresa Assis Cavalcanti que é Corregedora-Geral Eleitoral que irá verificar a legitimidade do caso.

Gilmar Mendes se baseou em indícios de que líderes do partido teriam recebido dinheiro desviado de contratos de empreiteiras da Petrobras, declarados como doações de campanha nas eleições de 2014. A investigação foi feita em cima das contas de campanha da presidente afastada, Dilma Rousseff.

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Pedido de apuração de despesas do PT foram feitas pelo PSDB

Após o período de eleições, as contas de campanha de #Dilma Rousseff foram aprovadas pelo TSE, mas um pedido de apuração de despesas foi feito a pedido do PSDB a Gilmar Mendes. O PSDB se baseou na alegação de que as fornecedoras de campanha não tinham “capacidade operacional” para atuar como prestadora de serviços. O PSDB também alegou que as empresas foram contratadas “aparentemente de fachada”, pois em seus contratos podia se observar valores “exorbitantes e desproporcionais”.

Em 2015, Gilmar Mendes já havia enviado à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal informações referentes às contas de campanha de Dilma, em 2014, para que fossem investigadas. Ele afirmou que alguns dados da Operação Lava Jato já indicavam financiamento indireto da Petrobras e uma sociedade de economia mista (o que é proibido pela #Justiça eleitoral).

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Gilmar Mendes também apontou que, durante as eleições de 2014, pode ser observado indícios de lavagem de dinheiro e de falsidade ideológica. Fatos que podem perfeitamente ser usados para a abertura de uma ação penal contra o partido.  

Defesa de Dilma já recorreu diversas vezes ao TSE

O corpo jurídico que representa Dilma Rousseff já interpôs recursos diversas vezes ao plenário do TSE, porém, em todas as oportunidades, os recursos foram rejeitados. A alegação da defesa de Dilma é que Gilmar Mendes está apurando processo já decidido pelo tribunal, pois as contas já haviam sido aprovadas pela corte na época em que foram apresentadas.