Feysa Lilesa é o nome de um homem que pode ser assassinado ao voltar ao seu país, a Etiópia. Feysa Lilesa é o nome do atleta que venceu a medalha de prata na maratona da Olimpíada do Rio de Janeiro. Ao cruzar a linha de chegada, o esportista fez um "xis" com os braços. O #Protesto político chamou a atenção de todos, inclusive, no seu país. Em entrevista a jornalistas, o maratonista confessou que estava com medo de voltar ao país de origem e disse que a medalha não seria o suficiente para ele se ver livre das leis rígidas na região. Com todas as letras, ele afirmou que poderia ser assassinado. 

Em entrevista, o atleta explicou que o governo da Etiópia estaria matando as pessoas de seu povoado, conhecido como Oromo.

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Após assassinar tais pessoas, o governo pegaria tudo o que é delas, como terras e pertences. Por isso, ele decidiu aproveitar o espaço e a mídia de uma Olimpíada para fazer a manifestação. Ele foi claro que não pode ficar quieto, quando coisas horríveis acontecem no país. Além disso, amigos e familiares dele estariam na prisão. 

"Meus parentes estão na prisão e serão mortos se falarem sobre seus direitos democráticos. Ergui as minhas mãos para apoiar o protesto", explicou ele na coletiva de imprensa dada logo depois dele ficar sabendo que tinha ficado com a medalha referente ao segundo lugar. Ainda na entrevista, ele disse que ainda precisava conversar com amigos e família para decidir qual passo seria dado. O etíope disse que só tem dois destinos possíveis ao voltar para o país, a morte ou a prisão.

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Ainda na conversa com jornalistas, ele disse que o ideal seria mudar de país, pedir asilo político. 

Mobilização de ajuda a atleta que protestou

Feyisa não está sozinho agora. Depois que o ato dele com as mãos repercutiu no mundo todo, começou uma campanha para ajudá-lo com dinheiro. Em apenas um dia, mais de 150 mil reais foram arrecadados. Com o dinheiro, ele pode ir para os Estados Unidos ou outro país. A campanha continua aberta e a ideia é que se arrecade ainda mais.  #Política