O deputado federal Marco Feliciano, eleito pelo PSC de São Paulo, começa a virar o jogo quando o assunto é a acusação de tentativa de estupro feita pela jornalista Patrícia Lellis, ex-militante do mesmo partido do pastor evangélico. Nesta quarta-feira, 10, o site da revista Veja publicou uma revelação feita pela Polícia Civil Paulista, que já descarta a possibilidade de sequestro de Patrícia. Ela acusou o chefe de gabinete do político, Talmo Bauer, de ter realizado a ação. Por isso, Talmo chegou a ser detido e precisou prestar esclarecimentos. A informação foi confirmada pelo delegado Luis Roberto Hellmeister. 

Para chegar à essa decisão, o profissional da Polícia ouviu três depoimentos diferentes O principal deles é o de Emerson Biazon, que aponta que Patrícia teria tentado chantagear o deputado federal.

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Emerson, que se apresentou como um dos assessores do PRB, revelou que participou da negociação que envolveu o pagamento de R$ 70 mil. Ela queria o dinheiro para não fazer as acusações contra o político que chegou a tentar a candidatura a prefeitura de São Paulo, mas que desistiu e agora define quem apoiará na campanha pela cidade mais importante em termos econômicos do país  

Biazon informou aos policiais que recebeu R$ 20 mil de Bauer em sua garagem. Outros R$ 30 mil seriam enviados no dia seguinte. A Coluna Esplanada já havia publicado detalhes desse depoimento, que indicam que Patrícia teria pedido R$ 300 mil para ficar calada. O dinheiro seria dividido em seis parcelas. A jornalista disse à Polícia que Feliciano chegou até a usar um faca na tentativa de ameaçá-la. 

Patrícia gravou um vídeo depois de fazer um boletim de ocorrência, no qual inocentava Feliciano.

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Antes de fazer as imagens, ela passou em um shopping e gastou R$ 700 com maquiagem. A jovem nega que tenha tentado extorquir o político evangélico. Por meio de um vídeo publicado no final de semana, o líder do PSC disse que perdoa a jovem, mas que ela seria processada por fazer calúnias contra ele na internet.  #Crime #Investigação Criminal