Reunidos em um almoço realizado na última terca-feira, dia 2, no próprio gabinete do senador tucano Tasso Jereissati (CE), em Brasília, as principais lideranças do #PSDB decidiram que irão acompanhar de perto toda a atividade do atual governo interino de #Michel Temer. Os desconfiados aliados do peemedebistas querem saber se todas ações que o mesmo pretende tomar terão como um único objetivo a preparação para as eleições de 2018. Caso seja confirmado, ficou acordado que todos deverão repensar a postura do partido em continuar seu apoio ao ex-vice de Dilma.

Visivelmente perturbados pelos crescentes comentários de que Temer estaria 'preparando o terreno' para concorrer às eleições presidenciais em 2018, o PSDB decidiu juntar seu grupo antecipadamente para discutir estratégias diante da mudança de comportamento do interino.

Publicidade
Publicidade

A reunião interna foi motivada ainda pelo fato de que o presidente estaria atingindo índices cada vez maiores de popularidade. Isto certamente poderia começar a atrapalhar as intenções do partido comandado pelo tucano Aécio Neves para o próximo pleito presidencial.

Caso Temer não cumpra seu compromisso com o Brasil, o PSDB retirará seu apoio político

As ações de toda a bancada do PSDB deverão, a partir de agora, centrar esforços em monitorar toda a atividade da chamada 'programação legislativa' de Michel Temer. Ao apoiarem o atual interino no seu curto mandato presidencial, os tucanos já declararam que vão cobrar as medidas mais urgentes que o país precisa para que possa se recuperar economicamente. Além disto, a cúpula do partido definiu que o adiamento, por exemplo, das reformas como a da Previdência, mostrarão que o #Governo desviou o foco para ações puramente eleitoreiras.

Publicidade

Isto já será suficiente para que seu apoio seja retirado.

Ao tomar conhecimento da decisão da bancada tucana, Temer tratou de desmentir os boatos de que estaria interessado em ser presidente a partir de 2018 e, na tentativa de acalmar os ânimos, marcou um encontro com os principais líderes tucanos, a fim de que seja traçada uma pauta comum de medidas para o Brasil. Os itens deverão fazer parte das próximas votações no Congresso nos próximos dias.