Uma nova divergência entre senadores do #PSDB e do #PMDB ocorreu nessa terça-feira (23), no #Senado Federal durante a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A divergência foi ocasionada devido à polêmica proposta de aumento aos ministros do Supremo Tribunal Federal, os quais passariam a receber mensalmente uma remuneração de R$ 39,2 mil. Um aumento de mais de R$ 5 mil, já que a remuneração anterior era de pouco mais de R$ 33,7 mil. Os senadores tucanos se mostraram contra o aumento durante toda a sessão e alegaram que o grave momento de crise econômica, não permitem que tais remunerações sofram tamanha elevação.

Um relatório criticando o aumento foi apresentado em plenário pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-CE).

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Devido à divergência, a proposta que seria votada nessa terça, foi adiada e só voltará novamente a pauta na semana que vem, após a histórica votação do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Senador afirmou que impacto na economia após aumento será bilionário

Ricardo Ferraço afirmou em seu relatório que a aprovação do aumento não será tão simples para a economia, segundo ele, o impacto que os aumentos irão gerar serão bilionários porque interferirá diretamente num complexo sistema de vinculações automáticas que irão impactar nas três esferas de governo.

“Não estamos discutindo aqui o aumento de 11 ministros do STF. Se fosse apenas isso, o impacto econômico seria inferior a R$ 1 milhão.”

O senador afirmou que a elevação também irá aumentar o teto do funcionalismo (juízes federais e ministros do TCU).

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Além desses, Ferraço disse que o salário de servidores estaduais também serão elevados.

A estimativa apresentada pela Consultoria de Orçamento do Senado, mostrou que os aumento irão gerar um impacto de aproximadamente R$ 4,5 bilhões por ano.

Senadores do PSDB e DEM se revoltaram em sessão

Diversos senadores aliados de Temer foram contra a tentativa de aprovação da proposta. Entre eles, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) que afirmou que o momento é de ter coragem de dizer que não haverá aumento.

“Se for para dar aumento, que seja para o seguro-desemprego, saúde e educação. Essa é a prioridade, foi para isso que a população foi às ruas.”

O senador Aníbal Gomes (PSDB-SP) disse que o reajuste do judiciário será pago pelo verdadeiro “exército de desempregados” do país, pois o aumento será pago com dinheiro arrecadado de impostos dos contribuintes.