Em matéria publicada mês passado, nossa equipe explorou a incoerência do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) na formação de chapa para a prefeitura de Porto Alegre. Na matéria, foi questionado o fato de Luciana Genro, candidata à prefeitura na capital gaúcha, ter flertado com o Rede, de Marina Silva, e ter conseguido o apoio do Partido Pátria Livre (PPL), um dos partidos que fez coro pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Desta vez, a incoerência do partido do solzinho pode ser vista na candidatura da deputada federal Luiza Erundina à prefeitura paulistana. Não se pode negar que Erundina é uma importante deputada e foi uma grande prefeita para a cidade de São Paulo.

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No entanto, a política de Luiza Erundina não tem o perfil correto para o PSOL.

O PSOL, como se sabe, é um partido que assume posições bem à esquerda no jogo político nacional. Além disso, é um partido crítico de coligações absurdas – exceto na candidatura de Luciana Genro à prefeitura gaúcha. Já Erundina é uma política que sabe fazer jogo político e foi justamente por isso que Luiza foi expulsa do Partido dos Trabalhadores, na década de 1990. Em 1993, a ex-prefeita de São Paulo contrariou a decisão petista e assumiu uma secretaria no governo Itamar Franco. Ou seja, o PSOL, partido que proíbe coligações com partidos de direita, está lançando a candidatura à prefeitura de São Paulo, uma política que fez parte do governo neoliberal de Itamar Franco (PMDB) e por esse motivo foi expulsa do PT.

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É importante lembrarmos que Luiza Erundina estava filiada ao PSB e, em 2004, lançou sua candidatura à prefeitura de São Paulo com Michel Temer, presidente interino, como vice na chapa. Além de ter sido coordenadora de campanha de Marina Silva, na eleição presidencial de 2014.

Já a incoerência do Partido Comunista do Brasil se dá pelo fato do partido apoiar candidaturas e fazer alianças com partidos que defenderam o afastamento da presidenta Dilma. Em várias cidades do Brasil, os “comunistas” apoiarão candidatos do PSDB, do PSB, do PTB, do PSD e até mesmo do PMDB. #Eleições #Eleições 2016 #Dentro da política