Nem mesmo o partido que colocou a presidente afastada #Dilma Rousseff, no Partido  dos Trabalhadores (PT), mostra apoiá-la em relação ao processo de impeachment, que enfim parece mais próximo ao fim. De acordo com informações da 'Folha de São Paulo', a legenda fez uma reunião nesta terça-feira, 23, na qual discutiu o texto que Rousseff lerá no Senado Federal. Por quase unanimidade, a executiva do #PT rejeitou a principal proposta do texto, que é criar um plebiscito para convocar novas Eleições. A rejeição mostra como a presidente afastada é boicotada pelo seu próprio grupo político, enquanto diz a jornalistas que tem todo o apoio e que vai lutar até o fim.

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Nos bastidores, já se comenta que após a deposição Dilma será uma "morta política". Apenas continuará filiada à legenda, mas que deve fazer que nem o Papa Bento XVI, preferindo a reclusão. A proposta de Rousseff já havia sido rejeitada por legendas contrárias à ela, mas as oficialização do próprio clube partidário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evidencia o total abandono da primeira mulher eleita do Brasil.  Na reunião que sagrou mais uma derrota de Dilma, o documento, apresentado pelo secretário de Formação do clube de esquerda, Carlos Henrique Árabe, sugeria uma declaração do partido em favor de questionar o povo brasileiro sobre um novo pleito. 

O PT, no entanto, não quis saber de conversa. De acordo com a 'Folha de São Paulo', o presidente do partido, Rui Falcão, teria argumentado que a maioria dos integrantes da executiva nacional votaram contra porque a proposta não teria a menor capacidade de reverter os votos contra o impeachment.

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Calcula-se hoje que a petista teria pelo menos 60 votos para ser deposta. O número mínimo é de 54. 

Apesar da negativa, na reunião, ficou aprovado que manifestações sejam feitas a favor de Dilma e contra o impeachment. O presidente em exercício, Michel Temer, do PMDB, acabou sendo muito criticado pelos executivos, que o chamavam de "usurpador" e "golpista", adjetivos ultimamente comuns.