Segundo o artigo publicado nesta terça-feira, dia 02, pelo jornal Folha de São Paulo, o Partido dos Trabalhadores (#PT) resolveu vir a público e divulgou uma nota na sua página na internet, desmentindo os boatos de que a sigla teria 'virado as costas' para a presidente afastada Dilma Rousseff. A notícia, divulgada nesta segunda-feira, dia 1º, serviu também para ratificar todo o apoio e engajamento do partido na luta contra o processo de impeachment e pela volta da mesma, em definitivo, ao cargo da Presidência da República.  

Apesar do partido se declarar publicamente em pleno 'combate' contra o que chamam de golpismo contra a petista, existe um consenso crescente entre seus membros de que a volta de Dilma para o Palácio do Planalto parece cada dia mais distante.

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A sensação comum entre todos é que um certo 'cansaço' começa a tomar conta e os movimentos de mobilização que advogam a favor do mandato da sucessora de Lula dão sinais de enfraquecimento. Entretanto, publicamente, o dirigente nacional da sigla, Rui Falcão, rejeita completamente tal fato.

O enfraquecimento das ações pró-Dilma poderão ter seu fim decretado de maneira definitiva, caso a leitura do parecer sobre o processo de impeachment pelo Senado, que deverá começar nesta terça-feira (02), venha a ser favorável a seu afastamento. A votação final está marcada para o final do mês de agosto, no próximo dia 29.

Um consenso entre alguns petistas, embora não represente a posição oficial do partido, é que no caso de sua saída, Dilma não deverá participar de nenhuma campanha política nas próximas eleições.

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Quem já pensa em disputar algum cargo político deverá dispensar a presença de presidente afastada nos palanques. Eles afirmam que associar a imagem de um postulante a um cargo político com a petista poderia levar a um desgaste antecipado. O atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que deverá tentar a reeleição, é um bom exemplo neste sentido.

Tentando livrar-se da Lava Jato, Dilma conseguiu o isolamento do partido

Durante todo o processo de impeachment, o seu partido sempre tentou manter apoio à petista. Entretanto, esta relação começou a ruir quando Dilma, numa tentativa de se livrar das investigações conduzidas pela Lava Jato, se eximiu da responsabilidade de ter repassado dinheiro ao marqueteiro João Santana, através de suposto 'caixa dois' e preferiu culpar a própria sigla. Alguns membros condenaram tal 'manobra' e afirmaram que a mesma poderia tê-los  isentado de tal episódio.

O próximo passo do PT, caso aceite a ideia de ter Dilma ou não em palanques, deverá ser traçar novas rotas rumo ao seu próprio futuro. É o que defende Carlos Árabe, um dos secretários do partido. Segundo o mesmo, duas alternativas deverão ser discutidas: A sua reestruturação interna, com vistas às próximas eleições presidenciais, em 2018, ou se manter fiel ao discurso do golpe e tentar lutar pela antecipação de novas eleições gerais.       #Política brasileira #Dilma Rousseff