Ao que tudo indica, parece que a “novela” política que o Brasil está atravessando, encontra-se muito longe de terminar, pois a cada capítulo surge uma história de rixa, intriga, traição, corrupção e relações despedaçadas. Por exemplo, o senador pelo #PMDB-PR, Roberto Requião, ocupou a posição ativa frente ao partido político do qual faz parte, uma vez que os caciques em nível nacional do PMDB o ameaçam de expulsão de uma vez por todas da coligação partidária, pois o senador Requião em nenhum momento deixou de criticar abertamente o que ele considera como golpe de Estado, referente ao processo de impeachment da presidente eleita #Dilma Rousseff.

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“Sugiro àqueles que pedem minha cabeça no PMDB que se apresentem voluntariamente em uma penitenciária para cumprir a pena que merecem”, são as palavras literais que Requião disparou diante da possibilidade ventilada de sua expulsão do partido. O parlamentar paranaense é conhecido, no meio político, por não ter papas na língua e vem sendo considerado, pelos partidos de esquerda, como uma espécie de baluarte, alguém contrário do que eles denominam de golpe de Estado literal contra a democracia no Brasil.

Requião vem se apresentando como um dos principais incentivadores e responsáveis da convocação para o plebiscito nacional que seria a estratégia mais cabível no que diz respeito à antecipação das eleições para presidente da República.

Roberto assume claramente a postura de que não veste a carapuça de se auto-considerar um político dissidente do PMDB, até mesmo porque, como ele próprio deixou claro, dissidente é aquela pessoa que procura ativamente vender o Brasil, que é praticante da corrupção e que “trabalha com pixuleco”.

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Tanto é assim que os principais dirigentes que estão na cúpula do poder pelo PMDB, todos eles são réus no processo de investigação da famosa Operação Lava Jato ou se não são réus, sofreram pelo menos algum tipo de denúncia. Exemplos clássicos disso vão desde o presidente interino Michel Temer caminhando pelos outros senadores, tais como: Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR). 

Não podem ser esquecidos ainda o deputado Eduardo Cunha que representa o Estado do Rio de Janeiro e também, Eliseu Padilha, que é simplesmente o ministro responsável pela pasta da Casa Civil. 

Alguns críticos ao afastamento de Dilma Rousseff não pensam duas vezes em chamar essas autoridades de componentes da quadrilha que julgará ou influenciará o julgamento pelo Senado brasileiro da presidente afastada. 

No decorrer da última semana, o senador Requião deixou escapar que o Brasil poderá ser mergulhado em uma verdadeira guerra fratricida da sua população, devido ao pleito de Temer por meio da PEC 241 de congelar os ditos gastos públicos pelo prazo de duas décadas.

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Na tentativa de evitar esse cenário catastrófico, o político solicitou suporte da base partidária a fim de que ele possa estar à frente do partido, no Estado do Paraná e arrematou o seu pedido com a seguinte frase bombástica: “alguém pediu a minha cabeça no PMDB nacional porque não sou ladrão, não pertenço a quadrilha, sou nacionalista”.

Nesta novela política, citada no início do artigo, a única coisa que todos os brasileiros de bem querem é que o final de tudo isso seja revestido de felicidade para a nação e seus filhos. #Michel Temer