A Receita Federal acabou com a "mamata" para o 'Instituto Lula', que faz referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Leão decidiu acabar com a isenção da entidade entre os anos de 2011 e 2014. O motivo para o fim do benefício, segundo informações de uma reportagem da 'Folha de São Paulo' desta segunda-feira, 29, seriam desvios de finalidade. A Receita vai agora cobra tudo o que é devido, como as contribuições sociais e uma multa milionária. A investigação que decidiu essa mudança foi aberta ainda no ano passado e analisou as contas do petista desde o ano de 2011, quando o Instituto do companheiro da presidente afastada #Dilma Rousseff foi fundada. 

A Folha de São Paulo informou que ainda nessa semana a Receita Federal avisará das cobranças, que devem ficar entre R$ 8 milhões e R$ 12 milhões.

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Como toda apuração do fisco, essa foi bastante sigilosa e demorada, considerando, é claro, apenas a documentação que foi enviada pela equipe do ex-presidente para o 'Leão'. Esses dados são comparados ao que entrou no banco e à realidade. Ou seja, não dá para comprar uma casa de R$ 1 milhão a vista se a pessoa tinha na conta bancária apenas R$ 500 mil, por exemplo. 

O dados encontrados pelos investigadores que mais intrigaram envolvem o repasse de mais de um milhão de reais justamente para a empresa do filho de Lula, o Lulinha. A companhia identificada como G4 Entretenimento também é de posse de Fernando Bittar. O sócio de Lulinha é tido como o dono oficial do sítio de Atibaia. Para muitos apuradores, ele era usado como uma espécie de laranja. O político nega que seja dono do sítio, mesmo até com pedalinhos no nome dos netos dele. 

A informação sobre o fim da isenção do Instituto foi comemorada por muitos nas redes sociais.

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"Até que enfim a Justiça começou a tomar uma atitude contra os devedores e corruptos", disse um internauta. A Hashtag "Instituto Lula" ficou entre os temas mais comentados do Brasil no Twitter. Tudo isso no dia em que Dilma foi ao Senado para se defender.  #PT #Impeachment