Logo mais às 12h, horário de Brasília, a Comissão Especial do #Impeachment se reunirá para a leitura do parecer do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG) recomendando a continuidade ou o arquivamento do processo, a chamada "pronúncia". O parecer será votado pela Comissão, independente do resultado.

Se o parecer recomendar a continuidade e for aprovado pela Comissão, Dilma irá a julgamento final pelo Plenário do Senado. A expectativa é de que o relator recomende a continuidade, mesmo que o MPF tenha dito recentemente que não há crime nas pedaladas fiscais, um dos argumentos para a deposição de Dilma.

De acordo com o cronograma de trabalho, na quarta-feira (3), a Comissão deverá discutir o parecer e votar na quinta (4).

Publicidade
Publicidade

Na próxima terça-feira (9), o Plenário do Senado deverá votar o parecer, aprovando-o ou reprovando-o por maioria simples (41 senadores). Considerando que o número de senadores pró-Dilma na votação de admissibilidade (11 de maio) foi de apenas 22, é provável que o processo vá a julgamento final com a maioria considerando procedente a denúncia por crime de responsabilidade.

Em 29 de agosto, deve-se iniciar o julgamento final. Neste caso, para afastar definitivamente a presidenta é necessário que dois terços do Senado (54 senadores) votem pela cassação. Se tiver 53, Dilma reassume o #Governo.

Defensores de novas eleições

A última pesquisa Datafolha apurou que 62% dos brasileiros são a favor de novas eleições para presidente. O senador Roberto Requião, um dos defensores da tese, diz que tem um grupo com mais de 30 senadores que estariam dispostos a votar contra o impeachment.

Publicidade

Para isto, é necessário que Dilma diga que apoiará um plebiscito para novas eleições e que se comprometa com uma mudança de rumos na política econômica. Informações dão conta que a presidenta afastada divulgará uma carta com os compromissos no dia 8, um dia antes do julgamento da pronúncia pelo Plenário.

Tese contrária

Ciro Gomes, eventual candidato à presidência pelo PDT em 2018, disse que é contra a media. Para o ex-ministro, apesar das boas intenções de quem defende a tese, ele como pré-candidato não considera ético defendê-la. Ele acredita ser inviável também porque, ainda que isto ocorra, Temer poderá entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo para exigir o seu mandato de vice até 2018. A declaração foi dada pelo presidenciável em uma palestra no município de Sobral, na última quinta (28) para um público de aproximadamente 500 pessoas. Em abril, à Carta Capital, Ciro já tinha detonado a tese. #Dilma Rousseff