O ministro da Secretaria do Governo, Geddel Vieira Lima, divulgou um dado importante sobre a atuação do governo de #Dilma Rousseff, quanto aos repasses de recursos para a manutenção de unidades de pronto atendimento e hospitais mantidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Geddel recebeu de Ricardo Bastos, atual ministro da saúde, um relatório detalhado sobre os repasses para a área desde o ano de 2012. Nele, consta que o governo de Dilma deixou de repassar R$3,5 bilhões para a saúde pública, além dos recentes cortes realizados antes do início do processo do impeachment, que acorreu em abril.

Os valores jamais repassados para a saúde deveriam ter sido destinados a manutenção de hospitais públicos e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), que são como clinicas de especialidades ou os populares, postos de saúde.

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A falta desses recursos foi muito mais sentida por municípios mais pobres do Brasil, como Manaus, onde moradores da cidade precisam passar a noite em frente ao hospital para conseguir marcar uma consulta no dia seguinte, mesmo assim, muitos não conseguem atingir seu objetivo devido à falta de médicos ou de equipamentos específicos para exames e tratamentos.

Relatório reforça anseio pela aprovação da PEC que limita gastos públicos

Geddel se reuniu nessa manhã, com deputados federais e com Henrique Meirelles, o atual ministro da fazenda, a fim de discutirem a proposta de emenda constitucional apresentada por Michel Temer, no começo de junho, e que visa limitar os gastos públicos de acordo com a inflação do ano anterior. O documento prevê a meta de gastos por vinte anos e só permite que existam discussões para a sua revisão, depois que a mesma estiver em vigência por dez anos.

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A assessoria de Dilma Rousseff ainda não comentou os dados divulgados nessa terça-feira, 23, uma vez que estão focados na defesa da presidente afastada, que terá seu julgamento definitivo iniciado na próxima quinta-feira, 25, com previsão de término entre os dias 29 e 31 de agosto. Dilma se defenderá no Senado, no dia 29 de agosto. #sistema de saúde #Crise-de-governo