O presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu que de agosto a presidente afastada Dilma Rousse não passa. O alagoano peemedebista acabou acatando um pedido do presidente em exercício Michel Temer. Nesta segunda-feira, 01, Temer se reuniu com congressistas e com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um jantar, no qual ficou determinado que o processo de #Impeachment contra Dilma deveria ser antecipado. Agora o destino final da petista deve acabar sendo, até no máximo, 29 de agosto. Antes, a votação poderia ser empurrada para setembro. Com a manobra, Renan também obedece uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que também botou a votação para o dia 29. 

A demora na retirada de Dilma do poder estava atrapalhando a vida de Temer e ele estava a criticar tudo isso.

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Não existe, no entanto, segundo Renan Calheiros, uma pressão explícita para que tudo corra mais rápido. O presidente do Senado, porém, diz que é interessante para o país que a ação não se procrastine ainda mais. Os projetos na casa passam a ser cancelados nessa semana justamente para que não haja ainda mais atrasos na Comissão do Impeachment. Alguns veículos de comunicação chegaram a noticiar que até mesmo Dilma teria solicitado que o processo fosse antecipado. 

A votação contra a representante do PT já está tramitando, mesmo que indiretamente, desde o ano passado, quando o deputado federal e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, do PMDB, anunciou que protocolaria o pedido de impeachment contra a petista. O documento, no entanto, acabou sendo aberto mesmo apenas neste ano. Em abril aconteceu a mais difícil das votações, a da Câmara.

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No dia 17, mais de 300 deputados escolheram que Dilma deveria ser julgada pelo Senado. Menos de um mês depois, no dia 12, 55 Senadores votaram pelo afastamento. 

Para que a deposição seja efetiva são necessários pelo menos 54 votos. Ninguém acredita em zebra e o resultado não deve ser favorável para a primeira mulher eleita e que tem apoio de Luiz Inácio Lula da Silva.  #Dilma Rousseff