Desde o início do percurso do processo do #Impeachment, o presidente do Senado Federal, #Renan Calheiros (PMDB-AL), tem pregado a palavra "isenção" como mote do seu trabalho. Ele voltou a mencionar a palavra nesta sexta-feira, 26, quando não informou se votará ou não no julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff. Segundo ele, o regimento da Casa abre uma interpretação para que o presidente não vote.

"Eu não farei nada que possa tirar de mim a isenção que tenho tentado seguir desde o início. É o maior ativo que tenho e não vou me desfazer disso. Seguindo o regimento, o presidente não vota. Mas eu ainda não sei como procederei", despistou Renan Calheiros.

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Auxiliares e interlocutores do presidente interino Michel Temer, no entanto, avaliam as atitudes recentes de Renan Calheiros como um indicativo de que ele votará - e votará a favor do impeachment de Dilma. Nesta sexta, por exemplo, ele teve uma forte discussão com a senadora petista Gleisi Hoffmann, uma das mais ferrenhas defensoras de Dilma dentro do Senado.

Como forma de colocar ainda mais "gasolina" na fogueira, o líder do PMDB no Senado, senador Eunício de Oliveira, do Ceará, avaliou que Renan vai votar e que o voto já está decidido, só não está "declarado". Dilma Rousseff irá presencialmente se defender no plenário do Senado na segunda-feira, dia 29, e na quarta-feira deverá sair o resultado final da votação do impeachment.