O presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, conseguiu manter em segredo sua decisão de voto durante todo o processo do #Impeachment. Entretanto, na tarde dessa quarta-feira, 31, o peemedebista optou por não se abster, mas votar favorável a destituição do cargo de #Dilma Rousseff.

Apesar de votar a favor do impeachment, Renan preferiu ser contra a inabilitação da ex-presidente, uma vez que o impeachment era a punição correta pelos crimes de responsabilidade e a inabilitação, pune, diretamente, a pessoa de Dilma Rousseff, que seria impedida de ter qualquer tipo de cargo público pelos próximos oito anos. Quando se fala em cargo público, não se refere, exclusivamente, a cargos políticos, mas a qualquer cargo que seja mantido pelo poder público federal, estadual ou municipal.

Publicidade
Publicidade

Dilma foi afastada definitivamente de seu cargo por 61 votos a favor e 20 contrários. Quanto a inabilitação, a ex-presidente foi absolvida, pois recebeu 42 votos favoráveis, 3 abstenções e 36 votos contrários, não preenchendo o mínimo exigido para a condenação.

Antes das duas votações, Renan Calheiros discursou para os senadores e pediu desculpas por qualquer exaltação, referência ao momento tenso que protagonizou com Gleisi Hoffmann na última sexta-feira, 26. Na ocasião, os senadores ainda estavam sensibilizados com a acusação da mesma de que nenhum senador da Casa tinha moral para julgar Dilma.

Após uma das interrupções de Gleisi, Renan se revoltou e disse, sobre a acusação de imoralidade, que ela era feita, justamente, por uma senadora que foi indiciada com o marido pela polícia federal e que precisou dele para desfazer o indiciamento junto ao Supremo Tribunal Federal.

Publicidade

Gleisi foi pega de surpresa com a resposta e Renan declarou para a imprensa que se arrependeu do seu comportamento, uma vez que não costuma agir daquela maneira.

Temer tomará posse ainda hoje no Congresso Federal e Dilma terá até 30 dias para deixar a residência oficial no Palácio da Alvorada. A ex-presidente deve se mudar para Porto Alegre, onde reside seus familiares. Dilma terá apenas 8 pessoas para trabalhar com ela, incluindo seguranças e motoristas. #Senado Federal do Brasil