O presidente nacional do #PT, Rui Falcão, concedeu uma entrevista exclusiva ao jornal Folha de S. Paulo nessa quinta-feira (4) e parece ter dado mais uma amostra a grande mídia que a cúpula petista parece não estar falando a mesma língua durante esse momento de crise no partido. Rui Falcão disse que a proposta de novas eleições gerais está descartada dentro do Partido dos Trabalhadores. O argumento de novas eleições gerais é o tema principal defendido pela presidente afastada, Dilma Rousseff, em seus discursos caso consiga retornar ao poder após o término do processo de impeachment. A petista defende a realização de um plebiscito para que seja consultada a vontade popular sobre o assunto, logo após seu eventual retorno.

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Rui Falcão defendeu sua tese dizendo que a proposta de eleições gerais é totalmente inviável, pois, segundo ele, todo o processo burocrático que envolve a instalação de novas eleições no Congresso e no Senado levaria ao menos dois anos. Esse prazo coincidiria com o término do segundo mandato de #Dilma Rousseff em 2018.

Falcão disse que discorda politicamente de Dilma

Rui Falcão não teve medo de contrariar a opinião defendida por Dilma e afirmou que Dilma está abrindo mão do próprio mandato caso continue defendendo a proposta de eleições gerais.

Falcão foi mais longe em sua entrevista e disse que pensar que os senadores iriam votar contra o impeachment acreditando na possibilidade de novas eleições é como querer enganar quem jamais será enganado.

“Eu não quero artifícios para tentar enganar quem não vai ser enganado”.

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Falcão parece querer medir forças com outras lideranças do partido

As declarações de Rui Falcão repercutiram de forma negativa entre representantes do PT, que são considerados como a segunda maior força do partido. Carlos Henrique Árabe (Secretário Nacional de Formação Política do PT), por exemplo, é uma das lideranças do partido que são contrários a opinião de Rui Falcão.

“Rui Falcão não tem palavra final, até porque não apresenta alternativas, o PT é um partido democrático. Espero que a opinião dele seja minoria”.

Árabe disse que daqui a duas semanas o tema será discutido em uma reunião entre lideranças do PT e uma votação será aberta para consultar a opinião de outras lideranças do partido. #Polêmica