Diante da cassação confirmada da então ex-presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira, dia 31, no Senado, a imprensa internacional manifestou-se de forma negativa sobre todo o processo e disse que apesar, de toda a mobilização dos últimos meses, a saída da sucessora de Lula está longe de representar uma 'salvação' para todos os problemas que fustigam o país, já mergulhado em uma das piores crises de sua história. 

O jornal americano Washington Post lamentou que todo o processo de #Impeachment possa ter aguçado o sentimento de rejeição da população brasileira em relação ao sistema político brasileiro. Ele afirmou ainda que a crise política parece ter 'pulverizado' a ala da esquerda brasileira, tão habituada ao poder nos últimos 13 anos.

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Além disto, o periódico internacional aponta para o fato de que o atual presidente da República, Michel Temer, não possui nem a simpatia e nem a aprovação da maioria da população brasileira.

Segundo uma pesquisa feita pelo Ibope e citada pelo mesmo, até o mês de julho, quando ainda era interino, o peemedebista despontava apenas com 13 % de aprovação. Na sua análise, o jornal norte americano faz menção ao que ele classifica de fragilidade política, o fato de que um presidente só possa assumir um cargo se estiver submetido ao que ele chama de um conchavo ou conluio entre os demais parlamentares.

Outro jornal, The Wall Street , faz críticas diretas à Michel Temer pelo fato de que o mesmo não tomou nenhuma providência para frear o crescente rombo das contas públicas desde que assumiu o cargo ainda na interinidade.

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O periódico ainda chama a atenção para o fato de que os investidores começam a ser seduzidos não pelo aspecto político, mas pela fato de que a moeda brasileira alcançou a maior valorização no mundo, com cerca de 8% na frente da moeda americana. Além disto, a própria Bovespa chegou a um expansão de 9% neste ano. Ele faz um alerta para o fato de que uma atenção maior pode ser dada ao aspecto político, sem nenhuma cautela diante de um país economicamente ainda instável. Na opinião dos editores, as reformas necessárias, como a da Previdência e a contenção de gastos públicos não deverá ser aprovada no atual Congresso.

Segundo a revista Fortune, o cenário de crise econômica e instabilidade política agravado pelos casos de corrupção e o desenrolar da operação Lava Jato, deverá continuar e o atual presidente terá que recorrer à iniciativa privada para tentar injetar recursos na economia brasileira.

O jornal argentino O Clarin foi mais pessimista e declarou que todos são responsáveis pela crise e que o erro fatal do Brasil foi ter negligenciado a realização de novas eleições que deveriam ser responsáveis por eleger representantes mais capazes de enfrentar a grande turbulência que o país deverá atravessar a partir de agora e que se estenderá ainda num futuro bem próximo.

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Além disto, ele culpou a ex-presidente Dilma por não ter tido a capacidade de frear os primeiros sinais de crise ainda no início, em 2015 e a próprio Congresso por não ter tido a coragem de aprovar as medidas que deveriam trazer um clima de maior estabilidade às finanças brasileiras. #Dilma Rousseff #Crise no Brasil