Na tarde desta quarta-feira (31) finalizou-se o processo de Impeachment, que se delongou por mais de 9 meses e tinha o objetivo de julgar se Dilma cometeu ou não os crimes de decretos suplementares e as pedaladas fiscais.

Ao início da sessão, o presidente do STF Ricardo Lewandowski resumiu a leitura do relatório do processo de impeachment, documento que possui cerca de 27,4 mil páginas e 72 volumes. Logo após alguns senadores se manifestaram, tanto a favor quando contra o Impeachment.

Houve duas votações: uma para o afastamento e outra para tirar ou não a inelegibilidade da Dilma.

A votação ao Impeachment chegou ao resultado de 61 "Sim" e 20 "Não" de um total de 81 senadores, afastando, assim, a primeira presidenta no Século XXI.

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A #votação sobre inelegibilidade da Dilma ficou com 42 "Sim", 36 "Não" e 3 "Abstenção", de 81 senadores, ou seja, o senado manteve o direito de Dilma, de exercer função pública. Senadores responderam a pergunta: "A acusada cometeu crimes de responsabilidade?", "Deve ser condenada à perda do cargo e inabilitada à função pública por 8 anos?".

Aqueles que eram contra o impeachment, assim que a votação foi finalizada, foram falar com Dilma que se encontrava ao lado de Lula.

Senador Wellington Fagundes, que foi internado e seria uma dúvida se iria ou não, acabou comparecendo à votação.

E agora?

Com o afastamento da presidente Dilma Vana Rousseff, Michel #Temer é o novo presidente do Brasil.

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A posse de Michel Temer será às 16h no Congresso. Temer pretende comandar sua primeira reunião ministerial, no Palácio do Planalto, para que possa dar as primeiras instruções sobre essa nova fase de governo.

Temer participará da reunião do G-20, na China, nos dias 3 e 4 de setembro.

A posse de Temer deverá ser em sessão solene no Congresso. O rito será comandado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e o modelo deve ser o mesmo que ocorreu quando Itamar Franco assumiu a presidência em 29 de dezembro de 1992, após a renúncia de Fernando Collor.

Miguel Rossetto, o ex-ministro do governo da presidenta Dilma Vana Rousseff, disse que "se o golpe passar", "no dia seguinte", o PT vai promover uma mobilização, requerendo eleições, "Diretas Já".

"Se a Dilma sair, PT vai as ruas, por diretas já!", diz Miguel Rossetto (PT). #Dilma Rousseff