Por volta das 9h dessa manhã de segunda-feira, 29, #Dilma Rousseff chegou ao #Senado Federal para depor em seu julgamento. Dilma chegou acompanhada do ex-presidente da república, Luís Inácio Lula da Silva.

Ovacionada por sua defesa e por militantes, senadores abraçaram Dilma nesse que pode ter sido seu último ato como presidente da república, ainda que afastada. Paulo Paim chorou ao abraçá-la, dizendo palavras de conforto para Dilma. Ao ser abordado por uma repórter da TV Senado, Paim não segurou as lágrimas e começou a chorar, dizendo estar muito emocionado de ter Dilma na Casa legislativa, além de afirmar que acredita em sua inocência.

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Discurso de Dilma Rousseff

Por aproximadamente, 45 minutos, Dilma discursou para 80 senadores, além de jornalistas, convidados e políticos que foram acompanhar a sessão, incluindo as deputadas Maria do Rosário e Jandira Feghali.

Dilma chorou, contou sua trajetória, acusou o Senado de cometer um golpe e pediu que os indecisos não compactuem com o crime de afastá-la injustamente. Por volta das 11h, Dilma começou a responder perguntas dos senadores, ato contínuo que só se encerrou mais de doze horas depois. Ana Amélia, José Medeiros e Aloysio Nunes, teceram críticas e rebateram as acusações de golpe, emitidas pela presidente afastada.

Após a pausa para o almoço, novos embates foram realizados. O senador Álvaro Dias foi um dos que fizeram críticas mais duras ao governo de Dilma, bem como Ronaldo Caiado.

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Do lado da defesa da ré, Lindbergh Farias e Vanessa Grazziotin acabaram se alterando ao defendê-la, fazendo acusações contra pessoas e instituições que, supostamente, seriam responsáveis por arquitetar um golpe de Estado.

Dilma agradeceu todas as palavras de apoio, bem como alegou que concordava com todos os senadores que a apoiaram. Após a pausa para o jantar, Dilma estava com leve rouquidão, e recebeu um chá para melhorar a voz. Por volta das 23h20, encerrou-se os interrogatórios dos senadores e a presidente afastada passou a ser interrogada pelos advogados de acusação, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal. #Senado Federal do Brasil