Nesta quarta-feira, 31, o Senado Federal votou pela deposição da presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Ao todo, a companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou 61 votos contrários, que determinaram sua cassação. Apenas 20 Congressistas foram favoráveis à primeira mulher eleita do país. Um dos Congressistas que votou para a petista deixar o governo foi Telmário Mota, eleito pelo PDT de Roraima. Ele passou os últimos meses dizendo que o processo de #Impeachment era um "golpe parlamentar". No dia 29 desse mês, no Plenário da casa, Telmário chegou a pedir votos para salvar Rousseff. Ele argumentou que ela era "inocente" e que tirar a agora ex-presidente seria um crime e um erro histórico. 

A traição teria deixado Dilma chocada.

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Ela acompanhou tudo por uma televisão no Palácio do Alvorada. Perto de aliados, já esperando uma derrota, ela ficou espantada com o voto de Mota, questionando o que teria acontecido. Já há até informações de que o Congressista teria apertado o botão errado, já que os votos são eletrônicos. Rousseff teve quase 10% a mais de votos do que o mínimo necessário para sua cassação. A representante de um dos maiores partidos do país precisava de 54 votos para deixar o governo, tendo sete votos a mais. 

Apesar de ser cassada, Dilma mantém os direitos políticos. Como Michel Temer terá um mandato tampão, ela pode até se candidatar à presidência em 2018. Foram apenas 42 votos para que a petista também perdesse seu poder de ocupar qualquer cargo público. Caso perdesse, ela ficaria inelegível por oito anos para qualquer cargo público.

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Isso inclui Ministérios, Secretarias e até cargos de vereador, por exemplo. Agora, caso algum prefeito queira ter Dilma em seu staff, bastará apenas o aval dela, já que Rousseff não está impedida nesse sentido.

Às 16h, o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, tomará posse. Às 20h, ele fará um pronunciamento em cadeia de rádio e TV em todo o país. O discurso de Temer deve ter apenas cinco minutos.  #PT #Dilma Rousseff