Apesar da grande adesão de senadores ao afastamento definitivo de Dilma Rousseff, a acusação deve contar com, pelo menos, um voto a menos em relação aos últimos resultados. Isso porque o senador Wellington Fagundes, líder do PR no Senado, precisou ser internado por conta de uma diverticulite.

O senador começou a passar mal durante as discussões do julgamento de Dilma, sendo atendido pela equipe médica do Congresso Nacional. Entretanto, não melhorou e foi levado para o Hospital Brasília, onde permanece internado sem previsão de alta.

O PR foi um dos partidos aliados à #Dilma Rousseff, entretanto, após os escândalos envolvendo o governo, que pioraram com a tentativa de Dilma livrar Lula da prisão o nomeando como ministro da Casa Civil, a sigla abandonou a base de governo e a maior parte de seus filiados passaram a apoiar o #Impeachment.

Publicidade
Publicidade

Wellington foi vice-líder do governo antes dos escândalos, mas, após a admissibilidade do processo do impeachment, votou a favor do afastamento temporário de Dilma e depois para torná-la ré no julgamento. Wellington também planejava votar a favor de sua saída definitiva da presidência da república.

Discussões marcaram os três dias de julgamento do impeachment

As oitivas de testemunhas de defesa e acusação foram marcadas por muita discussão no #Senado Federal. Logo no primeiro dia, o senador Lindbergh Farias começou seu discurso acusando Renan Calheiros de ter se unido com Michel Temer para adiantar decisão do impeachment, uma vez que o presidente da Casa tinha se encontrado com o presidente interino um dia antes do início do julgamento.

No mesmo dia, Gleisi Hoffmann não concordou com a contradita do senador Magno Malta, virou-se para os parlamentares no plenário e começou a gritar que ninguém tinha moral para julgar Dilma Rousseff.

Publicidade

O comportamento de Gleisi gerou discussão generalizada entre os senadores, com destaque especial para Lindbergh Farias e Ronaldo Caiado. Lewandowski precisou suspender a sessão por cinco minutos para que todos pudessem se recompor.

No segundo dia, novas discussões marcaram a oitiva de testemunhas de acusação. Em um dos momentos mais marcantes do dia, Renan Calheiros confrontou Gleisi Hoffmann, alegando que ela disse que ninguém tem moral para julgar Dilma, mas que há um mês ele quem tinha conseguido revogar a prisão de Paulo Bernardo. Marido da senadora, junto ao STF.

Já no sábado, as discussões foram menos acaloradas, mas houve desentendimento entre os advogados José Eduardo Cardozo e Janaína Paschoal. Dilma irá depor pessoalmente na próxima segunda-feira, 29. Lula, seus ex-ministros e alguns convidados particulares devem acompanhá-la ao Senado para tentar reverter os votos a favor do impeachment.