Nesta segunda-feira, 29, a presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (#PT), esteve no Senado Federal para fazer a sua defesa durante o julgamento do impeachment. Após um discurso de 45 minutos, chegou a fase da companheira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responder à perguntas dos congressistas. Uma das primeiras Senadores que inqueriu a ré do #Impeachment foi  a senadora Ana Amélia, eleita pelo Partido Progressista (PP) do Rio Grande do Sul. A Congressista que é formada em jornalismo deixou claro que a presença de Dilma no plenário do Senado "derruba a narrativa do golpe", defendida pela presidente afastada e seus aliados.

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"O verdadeiro golpe foi contra os brasileiros desempregados e contra os jovens que ficaram sem o Prouni e o Fies", disse Ana Amélia, que ganhou as manchetes dos principais sites do país por conta de sua análise do que é ou não considerado um "golpe".  Para terminar, a parlamentar ainda questionou a presidente afastada sobre o motivo pelo qual ela autorizou as transações com bancos públicos, um dos fundamentos do processo de impeachment.

A presidente afastada, #Dilma Rousseff, em resposta a Ana Amélia, declara que "aqueles que não querem que o nome seja 'golpe', querem acobertar troca de governo que chegou pelas urnas por outro que não foi eleito". Segundo a mulher que pode ser deposta ainda nessa semana, "não basta o rito correto, é preciso ter um conteúdo justo". "Eu não tenho um apreço egoísta pelo meu mandato.

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Eu defendo o meu mandato porque ele é intrínseco à democracia", afirma. Ela diz ainda que sua responsabilidade pela "política econômica é no sentido macroeconômico", porque ela foi eleita por 54,5 milhões de votos. A defesa da presidente foi feita antes de mais uma pergunta, dessa vez o próximo senador que teria  a palavra é Ricardo Ferraço (PSDB-ES).

Para que a deposição de Rousseff seja aprovado são necessários, no mínimo 54 votos. A previsão é que a política receba mais de 60 votos. Para a Congressista Vanessa Grazziotin, do Partido Comunista do Amazonas, ainda é possível reverter o julgamento.