A Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann do Partido dos Trabalhadores (PT) defendeu que um dos países mais críticos do planeta, a #Venezuela, presida o Mercosul temporariamente até que a Argentina assuma a posição oficial no ano que vem. Ela criticou a posição do colega tucano, Aloysio Nunes, de São Paulo, que é veementemente contra, assim como o Ministro das Relações Exteriores, José Serra, que lembrou que a Venezuela não consegue nem mesmo cuidar das situações internas. 

Segundo Gleisi, a decisão do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, acaba contrariando os princípios do próprio Mercosul.

Publicidade
Publicidade

Ela diz que o país governado pelo esquerdista Nicolas Maduro continua em seu gozo de direitos e que é uma obrigação a presidência temporária ser dada à ela. O assunto gerou muita polêmica, mas a própria Venezuela acabou aceitando não presidir o bloco econômico nesse período. Para argumentar a favor do país de Nicolás Maduro, a Senadora que teve o marido preso durante uma operação contra corrupção da Polícia Federal disse que as exportações do Brasil para a Venezuela subiram de 608 milhões de dólares em 2003 para cinco bilhões de dólares no ano de 2012.

Os números foram mostrados para dizer que a Venezuela não passava por nenhuma crise tão grave assim e que seria um "país exemplo" nas suas obrigações para com o grupo econômico. Gleisi argumentou que o país amigo seria fundamental para defender a fronteira de uma das maiores riquezas do Brasil, a Amazônia.

Publicidade

Hoffmann diz que o #Governo de Michel Temer não deu nenhuma fundamentação técnica pedindo o afastamento do país da presidência do órgão. Ela ainda diz que os conflitos do país não seriam suficiente para a decisão que ela chamou de "antidemocrática". 

Nas redes sociais, muita gente criticou a postura da Senadora em defender um país vizinho e atacar o seu próprio país. "Sejam bem-vindos ao #PT, a legenda que esquece do Brasil e só defende a esquerda", disse um internauta.