O veredito de impeachment já havia sido anunciado quando o presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, chamou representantes inscritos da defesa e da acusação para declararem seus respectivos votos referentes a cassação dos direitos políticos de #Dilma Rousseff.

Kátia Abreu foi a primeira senadora a subir na tribuna, entretanto, foi uma revelação da ex-ministra que mexeu com os ânimos dos senadores da oposição e dos brasileiros: Dilma irá se aposentar e receberá a quantia de pouco mais de R$5 mil mensais.

Embora a aposentadoria seja um direito constitucional, inclusive de um ex-presidente, a revelação em um momento tão delicado tornou um fato corriqueiro e previsível, em uma polêmica.

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Muitas pessoas reclamaram que em um momento que o país possui número recorde de desempregados e que um trabalhador recebe um salário mínimo de R$880, anunciar o valor do benefício que Dilma receberá é quase uma afronta aos brasileiros que têm convivido com o resultado da crise política e econômica do país.

Votação por inabilitação

As duas votações impactaram objetos distintos. A partir do momento que Dilma perdeu o mandato, ela o teve cassado, ou seja, este deixou de pertencê-la. A inabilitação ou inelegibilidade, refere-se ao direito de exercer qualquer função pública. Não precisa necessariamente ser na carreira política, bastando que o trabalho seja em órgão público. Como a maioria dos políticos estão acostumados com essa área, é difícil que recomecem atuando no âmbito privado.

Por conta dessa distinção, a maior parte dos senadores entenderam que o #Impeachment era a punição pelos erros cometidos enquanto presidente da república, mas que a inabilitação seria uma punição pessoal, que tiraria os direitos políticos de Dilma por oito anos.

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Fernando Collor, que renunciou antes de passar pelo julgamento do impeachment, passou por uma votação de cassação e mesmo sendo absolvido das acusações de crime de responsabilidade, dois anos mais tarde, acabou ficando inelegível por oito anos.

42 senadores votaram a favor da inabilitação, 36 contra e 3 se abstiveram de votar, com isso, não houve quórum suficiente para condená-la, afastando a cassação de seus direitos políticos. Michel Temer tomará posse no plenário do Senado Federal, as 16h. Dilma fará um pronunciamento para a imprensa em instantes. #Senado Federal do Brasil