A última etapa do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff está chegando. Por esse motivo, o peemedebista Michel Temer se reuniu com senadores da região Nordeste do país, que tanto aclamou a petista e Lula nos últimos pleitos, para garantir sua governança à frente da Presidência da República até 2018. O encontro aconteceu nesta terça-feira (23). Os principais nomes nordestinos no Senado não tem se manifestado publicamente sobre seus posicionamentos acerca da aprovação do impedimento definitivo de Dilma Rousseff e isso fez com que o presidente interino reservasse sua agenda para uma conversa com os senadores na garantia de que concluirá seu mandato na função de presidente da República e não mais como interino, caso a petista saia derrotada neste fim de processo.

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Dos três senadores do Nordeste fundamentais na ajuda a Temer, dois são do partido do governo, o PMDB.  São eles os maranhenses João Alberto Souza e Edson Lobão (ex-ministro de Minas e Energia em duas oportunidades nos governos do PT). O outro nordestino é o também maranhense Roberto Rocha, do PSB. A investida do presidente interino se justifica pelo fato de o PT e partidos aliados também assediarem os senadores do Maranhão na tentativa de convencê-los a se decidirem pelo voto contrário ao afastamento definitivo de Dilma Roussef.

Temer também se encontrou com Eduardo Amorim, do PSC de Sergipe, e com o piauiense Ciro Nogueira, do Partido Progressista.

Toma lá, da cá

As conversas de Michel Temer com os senadores não vão "direto ao assunto" e a estratégia do peemedebista é conseguir o apoio oferecendo em troca a viabilização de projetos de seus interesses em seus Estados.

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Durante os encontros, o presidente interino não falou sobre a ajuda de que precisa (o voto a favor do impeachment), deixando o "papel sujo" para seus assessores que, na saída dos políticos da sala de reuniões, os cercaram para falar sobre a votação no Senado Federal.

O PMDB e partidos aliados pretendem obter a expressiva marca de 62 votos favoráveis ao "adeus querida", meme criado por oposicionistas em referência ao costume da presidente afastada em tratar as pessoas por 'querido' ou 'querida'. Na conta dos governistas está o voto do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que ainda não declarou nem se participará da votação.

Outra batalha de Temer para permanecer no Palácio do Planalto será com Elmano Férrer, senador pelo PTB do Piauí, e com o baiano Otto Alencar, do PSD. Ambos declararam-se contrários ao processo de impeachment contra a presidente petista em seus pronunciamentos.

Evitar que a votação se estenda até o dia 31 de agosto é também uma estratégia do presidente interino que tem viagem marcada para a China no final deste mês. Caso se concretize o afastamento definitivo de Dilma Rousseff, Michel Temer será oficialmente empossado Presidente da República do Brasil antes de seguir viagem à Ásia. #Política #Crise-de-governo