Um novo acontecimento vem chamando a atenção de autoridades políticas no Congresso Nacional. Trata-se de uma manifestação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), que convidou o Governo Federal, representado pelo então presidente interino Michel Temer, para prestar esclarecimentos sobre o processo de 'impeachment' em desfavor da presidente afastada Dilma Rousseff.

Entenda o ocorrido

A presidente Dilma responde a um processo de '#Impeachment' no #Senado Federal com previsão de ocorrer o julgamento final no próximo dia 25. Se a petista for absolvida, o processo será arquivado e a presidente reassume todas as suas atividades.

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Em contrapartida, se for alcançado o número de 54 senadores da Casa favoráveis ao 'Impeachment', ou seja, dois terços dos votos, desta forma Dilma deverá ser afastada definitivamente, além de ficar inelegível pelo período de oito anos a contar de 2018.

A presidente está sendo acusada de burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) por meio de várias assinaturas concedidas em decretos que correspondem aos créditos suplementares do ano de 2015. Sem comunicar o feito, o Congresso Nacional não participou de nenhuma das negociatas.

As propostas foram emitidas após julho de 2015, o que significa que o Governo naquela época já havia informado que não seria possível cumprir a meta fiscal, deixando o país prejudicado economicamente. Enquanto isso, a cúpula petista reprimia a realidade dos fatos a fim de dispersar o ocorrido.

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Com a proximidade do julgamento definitivo, a petista tenta estabelecer uma pausa para o processo de 'Impeachment' a qualquer custo, desde os vários recursos protocolados ao Supremo Tribunal Federal (STF) até os mais dificultosos meios jurídicos internacionais.

Entre as diversas correspondências, a Organização dos Estados Americanos (OEA) resolveu requerer informações específicas sobre os procedimentos do processo de 'Impeachment' que Dilma Rousseff participa.

Conforme uma reportagem do jornal "Metrópoles", o Governo atual, ou seja, Michel Temer, tem o prazo de até sete dias para esclarecer "o que foi feito para manter a legalidade do processo" além de informar "os efeitos do afastamento definitivo da petista", evidenciou reportagem.

Por fim, o Itamaraty ressaltou que a OEA será informada do caso em apreço pelos órgãos competentes. Entretanto, um dos autores do envio da petição à Comissão dos Estados Americanos, o parlamentar Paulo Pimenta (PT-RS), enfatizou que "isso mostra que a OEA acatou a nossa denúncia. Estamos confiantes", concluiu o jornal. #Dilma Rousseff