Nessa quinta-feira (04), o juiz federal Sérgio Moro, que comanda a maior operação de combate a #Corrupção já realizada no país, a Operação Lava Jato, esteve na Câmara dos Deputados para discutir com integrantes da Comissão Especial criada para discutir medidas e reformas na legislação para endurecer o combate à corrupção. Moro logo quando chegou foi recebido com palmas e vaias que retrataram o amor e o ódio que os parlamentares sentem por esse importante líder da atualidade brasileira.

Durante os debates, Moro apresentou aos parlamentares integrantes da comissão o pacote de medidas elaborado pelo Ministério Público Federal.

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Nesse pacote, o MP apresenta dez medidas, oriundas de iniciativa popular que chegaram a Casa, no mês de março. A Comissão analisará as medidas apresentadas por Sérgio Moro, junto com as medidas apresentadas pela presidente afastada, Dilma Rousseff que, no mesmo período (março), apresentou uma cartilha anti-corrupção em respostas às manifestações ocorridas em todo o Brasil, no histórico dia 13 de março.

Moro opinou sobre as medidas do MP

Moro fez questão de dar suas sugestões em alguns pontos específicos das medidas apresentadas. Em uma de suas observações, defendeu um “teste de integridade” de agentes públicos, desde que haja uma suspeita previamente clara. Para ele, é necessário simular algumas situações ocultas e desconhecidas do empregado para testar a moral e a predisposição do indivíduo a cometer crimes.

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Ele também criticou e chamou o sistema processual brasileiro como muito “generoso”. Sobre o crime de caixa 2, ele afirmou que é uma grande trapaça, apesar de ser visto por muitos como um crime menor. Ao final de sua fala, Moro foi questionado sobre a possibilidade de ser chamado para uma vaga no STF e com ênfase respondeu: “Não existe nenhuma vaga no STF. Essas são apenas especulações que não me favorecem”.

Petistas na Comissão atacaram ferrenhamente Sérgio Moro

Entre os integrantes da Comissão, o parlamentar que mais atacou o juiz de Curitiba foi o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Em sua fala, o parlamentar acusou o juiz de agir de forma seletiva e de “abusar da autoridade”, durante seus julgamentos. Ele também criticou o acordo de colaboração premiada (delação premiada) no qual classificou como “estímulo a impunidade”.

“Sou contra situações como essa que estamos vendo, onde indivíduos que passam anos roubando, simplesmente pelo fato de fazerem delação premiada, passem a cumprir suas penas em verdadeiros Spas, como no caso de Sérgio Machado e de Paulo Roberto”.

Em outro momento, Wadih Damous (PT-RS) um dos principais aliado de Dilma Rousseff afirmou que vivemos tempos de “procuradores e juízes celebridades” e que em seu tempo, os juízes se limitavam a apenas ler os autos e não se pronunciavam sobre os mesmos.  #Congresso Nacional #Sergio Moro