Há dois dias da votação decisiva do impeachment de Dilma Rousseff, a defesa pode ter perdido um importante voto. Isso se deve à insatisfação do senador Telmário Mota (PDT-RR), que até então havia votado contra o afastamento de Dilma e mantinha-se como um ferrenho defensor do antigo governo.

Telmário, que nasceu em uma comunidade indígena, passou a sexta-feira, 26, visitando comunidades locais em Baliza, pequeno município a 400 km de Bela Vista. Pessoas próximas ao senador afirmaram que ele comentou estar se sentindo traído pelo partido dos trabalhadores, devido à falta de apoio para as eleições municipais de Bela Vista.

Ele consultará aliados na próxima segunda-feira, 29, mesmo dia que Dilma irá depor no Senado, para decidir o seu voto.

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Nas votações anteriores ele já havia se posicionado, previamente, contra o #Impeachment.

Em vez de apoiar e coligar com o candidato do aliado, o #PT preferiu lançar seu próprio candidato, o que diminuiu o tempo de propaganda eleitoral gratuita do pedetista, que teve apenas 36 segundos de divulgação. O senador ainda salienta que deu apoio ao PT nacionalmente, mas que a recíproca não foi mútua.

Crise política afasta filiados do PT

Não é apenas Telmário, aliado de longa data, que estaria se afastando do Partido dos Trabalhadores. Na atual corrida eleitoral, o PT só conseguiu 991 candidatos a prefeito em todo o Brasil, chegando a sua pior fase em 20 anos. O objetivo lançado pela direção nacional do partido era de 1.135. Destes que se candidataram, quase 300 estão em chapas puras, ou seja, sem pertencer a nenhuma coligação.

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O envolvimento de grandes nomes do partido, como Dilma e #Lula, em investigações da Polícia Federal, fizeram com que muita gente deixasse o partido. Além disso, a popularidade da sigla caiu entre a população e muitos associam o partido a corrupção.

Para piorar a situação, na mesma semana que começou o julgamento de Dilma Rousseff no Senado, Lula foi denunciado pelo triplex do Guarujá. Apesar de ser indiciado por mais uma acusação criminal, a força-tarefa da Polícia Federal não pretende pedir, por enquanto, a prisão preventiva de Lula.