Às vésperas do julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rouseff (PT), muitas autoridades envolvidas diretamente com a investigação que está rolando contra a governante decidiram se pronunciar. Uma das falas que mais deixou os eleitores e seguidores de Dilma revoltados na internet foi a do atual presidente, o vice interino #Michel Temer (PMDB). Ele, que por diversas vezes foi chamado de "usurpador da República" por partidários de Dilma, dessa vez naturalizou o processo de #Impeachment e disse que o processo vivido pela, hoje, sua adversária política é "natural".

Em sua fala, Temer disse que "o impeachment é uma coisa tão natural na democracia".

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Além disso, ele negou que esteja nervoso com o andamento do processo, que poderá colocar de volta Dilma no poder e, provavelmente, destituí-lo do cargo de Vice-Presidente da República, caso reassuma. Anteriormente, a governante alertou que foi traída por Temer e que não confia mais nele.

Apesar do presidente interino concordar com o prosseguimento do rito que poderá afastar a petista, o país apenas teve um processo aberto pelo Congresso Nacional. O primeiro foi contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello, nos anos 1990. No caso de Collor, foi constatada corrupção em seu governo e ele precisou ser afastado, deixando um "rombo" nas contas governamentais.

A afirmação de Temer foi dada após ele acender a tocha paralímpica, no Palácio do Planalto. Os Jogos começarão no dia 7 de setembro, feriado da Independência do Brasil.

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Michel Temer deu entrevista à imprensa e disse que estava calmo em relação ao julgamento de Dilma, que começou nesta quinta-feira, dia 25 de agosto, no Senado Federal. Ele acredita que o grupo contrário à Dilma vencerá e afirmou que já tem os votos necessários para que ele próprio se torne o Presidente da República, assumindo a cadeira da "rival".

Pelas redes sociais, muitas pessoas voltaram a xingar Michel Temer. Uma mulher, pelo Facebook, reforçou a tese de Dilma e escreveu: "Sai fora, golpista sujo!!! Você não vai levar a melhor dessa vez."

Briga nas urnas

De acordo com a Constituição Federal do Brasil, para que a petista seja impedida de governar será necessário que 54 dos 81 senadores votem contra ela. O julgamento de Dilma será encerrado no próximo dia 31 de agosto, de madrugada.

Dilma nega que irá perder a votação. Ela não revela quem está do seu lado, mas disse para o programa 'Conexão Repórter' do SBT que detém a maioria dos votos na Casa Legislativa. #Dilma Rousseff