O escândalo do sistema de propinas da Petrobras e de doações de caixa dois para campanhas eleitorais já saiu, há bastante tempo, do âmbito do PT e começa atingir políticos de outros partidos, como do PSDB, que tem José Serra apontado como sendo um dos que recebeu dinheiro de caixa dois para sua campanha presidencial, em 2010 - tendo recebido parte no Brasil e parte em contas no exterior. A informação teria sido dada por executivos da Odebrecht, em conversa com a força-tarefa da #Lava Jato em possível acordo de delação premiada.

Valor pedido por Temer teria sido registrado como "departamento da propina"

Agora, a lama atinge o PMDB, na pessoa do presidente em exercício, Michel Temer.

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De acordo com publicação da Veja, que teria tido acesso a um dos anexos da delação premiada da empreiteira, considerada a mais esperada da operação Lava Jato, Temer participou de uma reunião em 2014, que teve como um dos resultados, uma doação de R$ 10 milhões, em dinheiro.

A reunião foi durante um jantar oferecido no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República. Estiveram presentes na reunião #Michel Temer e Eliseu Padilha, que hoje é ministro-chefe da Casa Civil, juntamente com Marcelo Odebrecht. Na parte do anexo a qual a Veja teve acesso, consta que Michem Temer teria pedido apoio financeiro ao empresário e este, teria prometido colaboração.

O valor em questão é R$ 10 milhões, pago em dinheiro vivo ao PMDB e que teria sido registrado na contabilidade de um setor da Odebrecht como "departamento da propina".

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Desse valor, R$ 4 milhões foram para Eliseu Padilha e R$ 6 milhões foram para Paulo Skaf, presidente da FIESP, que disputou o governo de São Paulo com o apoio de Michel Temer, em 2014.

O presidente em exercício, Michel Temer confirmou o encontro e também que houve uma conversa entre ele e Marcelo Odebrecht sobre auxílio financeiro ao partido, para as campanhas eleitorais, mas tudo dentro da legislação eleitoral e declarado ao TSE. Acontece que, o TSE tem registrado que a empreiteira repassou R$ 11,3 milhões ao PMDB, em 2014, que foram, como exigido pela Justiça eleitoral, depositados na conta do partido, já os R$ 10 milhões teriam sido pagos em dinheiro vivo e registrados no "caixa paralelo" da empreiteira.

Michel Temer negou ter pedido auxílio financeiro a Odebrecht e Eliseu Padilha negou ter recebido parte do valor, assim como Skaf, que declarou não ter recebido doação da empreiteira.

Depois dessa revelação, certamente se espera que a Odebrecht feche logo a delação premiada com a Lava Jato. Pelo jeito, a coisa vai esquentar ainda mais. #Corrupção