Esta quarta-feira, 31, será muito movimentada por conta da votação do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores. Desde às 11 da manhã, o Senado Federal, comendado pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, discute questões de ordem antes da votação que será nominal e eletrônica. O impedimento se confirmando, Dilma já deixa de ser presidente ainda hoje. Com isso, quem assume é o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB. De acordo com informações de assessores do peemedebista, ele fará um discurso às 20h no horário de Brasília. O discurso deve ter entre cinco e dez minutos. 

A importância do dia fará até com que a maior emissora do país, a Rede Globo de Televisão, corte pelo menos um bloco inteiro de arte de 'Haja Coração'.

Publicidade
Publicidade

No site da emissora, o 'Jornal Nacional' já é anunciado para às 20h15, mas depende também do pronunciamento de Temer. A ideia é que o telejornal apresentado por William Bonner e Fátima Bernardes comece logo após o suposto discurso. Por isso, editores do canal já estão trabalhando com capítulos de tamanhos diferentes para a novela das sete. O jornalismo pode fazer até com que o folhetim sequer seja exibido. Outros canais devem fazer algo parecido. 

Conteúdo do discurso

O presidente em exercício focará o seu primeiro pronunciamento já como presidente no que é preciso fazer daqui para frente, mas não esquecerá o passado de sua ex-aliada. Ele citará o quanto a economia está ruim e que isso não se resolve da noite do dia. A ideia de #Michel Temer é fazer com que os brasileiros fiquem atentos a real situação do país.

Publicidade

Para isso, ele deve utilizar até mesmo os dados ruins do IBGE, que já trazem o desemprego a 12%.

Michel tende a fazer um discurso curto. Calado ele não pode ficar, mas se estiver muito tempo na televisão corre um risco ainda maior de ser hostilizado. A assessoria do marido de Marcela já se prepara para os famosos panelaços em todo o Brasil. Dilma, por sua vez, fará um discurso para manifestantes.  #Dilma Rousseff