O Governo Federal decidiu suspender o programa federal Brasil Alfabetizado. O programa tinha como objetivo ensinar adultos e jovens a escreverem e lerem. A decisão do presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, foi dada neste domingo, 28, pelo jornal 'Folha de São Paulo'. Em nota à publicação, o Ministério da Educação nega que o combate ao analfabetismo esteja parando no Brasil. No entanto, o jornal paulista diz ter fontes em estados e municípios que relatam a descontinuidade do projeto que possibilitou muitas pessoas vidas novas. 

O cadastro de novos alunos, por exemplo, está bloqueado. Novas turmas também não foram formadas nos últimos tempos.

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O bloqueio do sistema atrapalha pessoas que tem o sonho de deixarem de serem analfabetas. Funções simples do dia a dia viram uma tortura para quem não sabe ler e escrever. Para pegar um ônibus, por exemplo, a pessoa pede ajuda à outra. Na hora da assinatura, nada de rubrica, mas apenas o dedo com a digital. Uma brasileira obteve resposta diferente do governo, da recebida pela Folha de São Paulo. À cidadão, a entidade hoje chefiada por Temer confirma que o programa foi interrompido. O questionamento foi dado à senhora através da Lei de Acesso à Informação.

A falta de informação e novas datas do programa da pasta de Mendonça Filho, do Democratas, dez com o governo federal recebesse muitas críticas na internet. A imprensa também foi criticada por não dar destaque ao que os internautas consideraram como absurdo.

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"Uma ação dessas é importantíssima para o Brasil. A gente não pode dar passos pra trás", disse a estudante de Goiás Marta Soares, de 27 anos. 

Alunos cadastrados anteriormente continuam tendo acesso ao programa contra o analfabetismo. No Brasil, de acordo com estimativas, pelo menos 13 milhões de pessoas com mais de 15 anos não consegue nem mesmo decifrar um bilhete simples. Isso representa 8,3% de toda a população. Nas regiões mais pobres e abastadas dos grandes centros, esse número aumenta. Apesar dos números serem altos, eles diminuíram nos últimos anos.  #Michel Temer