Nesta quarta-feira, 31, o Brasil viveu um momento histórico em sua jornada. Saiu uma presidente, Dilma Rousseff, com uma deposição traumática, entrou outro, #Michel Temer, do PMDB, com uma missão quase impossível: reorganizar o país e suas contas. Uma das pessoas que trabalhou ativamente para que a representante do Partido dos Trabalhadores (PT) fosse deposta foi a advogada #Janaína Paschoal, professora de direito da Universidade de São Paulo (USP). Em entrevista à jornalistas, Janaína polemizou e diz que boa parte do cargo de Temer também se deve à ela e a quem lutou para que o impeachment virasse uma verdade e fosse enfim concretizado. “Ele tem uma dívida comigo.

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Ele me deve ser o maior presidente de todos os tempos”, contou a representante da Justiça. 

Além da declaração, Paschoal chegou a enviar uma mensagem para o telefone do Ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. O recado é claro, caso o peemedebista não ande na linha, o jogo pode virar contra ele. Pior, quem sabe o peemedebista não seria o próximo a perder o cargo em um processo traumático. Analistas acham isso praticamente impossível, especialmente pela falta de tempo, o que não quer dizer que não possa acontecer. O mandato de Temer, caso tudo ocorra como ele espera, vai até o dia 31 de dezembro de 2017. Ele posse concorrer à reeleição. 

Janaína era uma das mais felizes no Congresso Nacional por conta do resultado do impeachment ser o que ela esperava. Em meio à uma selfie e outra, ela declarou: “Eu sempre tive convicção de que o afastamento era justo, mas apenas hoje, durante a votação, é que percebi a magnitude do processo”.

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A declaração foi dava novamente em tom emocionado. Na terça-feira, 30, enquanto fazia seu último discurso com Dilma ainda presidente, Janaína chegou a chorar e pediu desculpas para ela, dizendo que tudo o que aconteceu no país é necessário para os netos da petista. A fala desagradou o advogado de defesa, o ex-Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que também chorou em entrevista coletiva.