O juiz federal Sérgio Moro, que comanda a principal investigação no país, a Lava-Jato, virou alvo de críticas do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki. O representante da mais alta corte do país decidiu detonar o homem que recebeu a premiação de uma das 100 personalidades mais importantes do mundo pela revista americana Time. Ele disse que os argumentos que justificam as prisões dos ex-deputados André Vargas e Luiz Argôlo, não tem o menor sentido.

A dupla foi presa em primeira instância acusada de participar no esquema de corrupção da Lava-Jato. As críticas de Teori vieram um dia depois da grande imprensa noticiar que um dos seus assessores, Manoel Lauro Volkmer de Castilho,  apoiar a petição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Organização das Nações Unidas (ONU)  pedindo que Moro fosse afastado do caso e dizendo que ele não teria imparcialidade.

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O funcionário acabou exonerado do cargo após a repercussão negativa. 

Teori lia os argumentos de Moro para prender os deputados quando parou e disse que apesar de ler a fala do juiz federal, não necessariamente concordava com tudo o que ali estava escritos. Em seguida, ele disse que vários dos trechos que motivavam as prisões não faziam o "menor sentido". 

O Ministro do Supremo acabou sendo muito criticado nas redes sociais. Internautas se escandalizaram com o fato de em poucas horas Teori direta ou indiretamente apoiar duas ações contra o juiz federal que comanda a principal operação no país. Para muitos, o Supremo já tenta desmoralizar o trabalho do magistrado que acabou inevitavelmente a expressão "república de Curitiba".

"Precisamos mais do que nunca apoiar Sérgio Moro. Ele está sendo alvo de pressão de todos os lados.

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Os corruptos querem acabar com a Lava-Jato e tem o apoio até do STF", disse um internauta exaltado. No mês passado, durante o lançamento de um livro, Moro disse que a #Lava Jato tinha previsão de acabar no fim desse ano por dois motivos, muitas pressões e também o fato de não existirem novas delações diretas sobre o caso.  #Governo #Justiça