Como se fossem jogadores de futebol na véspera da decisão de um campeonato, as testemunhas escolhidas para participarem do julgamento final do #Impeachment de Dilma Rousseff terão um forte regime de concentração em um quarto de hotel nos arredores de Brasília. Segundo a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, as testemunhas deverão se hospedar até oito horas antes do início da sessão, marcada para às 9h de quinta-feira, 25.

Seguido a ordem cronológica programada para a parte final do julgamento, os depoimentos das testemunhas serão realizados na quinta e na sexta-feira, mas podem entrar no final de semana dependendo do número de senadores inscritos para fazerem perguntas.

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De acordo com o rito do impeachment, serão duas testemunhas de acusação e seis de defesa.

Os juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal, autores da denúncia do impeachment, escolheram como testemunhas de acusação o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas (TCU), Júlio Marcello de Oliveira, e o auditor do TCU, Antônio Carlos Costa D'Avila. A defesa optou por chamar o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, ex-secretária do orçamento Esther Dweck e os professores de Direito, Ricardo Lodi e Geraldo Prado.

Para garantir a tranquilidade no ambiente no hotel em que estarão hospedados, a Polícia Legislativa fará a segurança do local e o Senado disponibilizará transporte para que as testemunhas possam se deslocar até a Casa.

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Nos quartos, não haverá sinal de internet, telefone e televisão. As despesas serão custeadas pelo Senado. #Dilma Rousseff #Senado Federal