A jornalista Rachel Sheherazade, que foi impedida de fazer comentários políticos durante a apresentação de telejornais no SBT, deu um jeito de opinar sobre um assunto que virou a maior polêmica recente da política brasileira: a delação do empresário Léo Pinheiro, ex-executivo da OAS, empreiteira investigada pela Lava-Jata, que cita uma interferência de engenheiros da empresa em uma obra na mansão de Dias Toffoli, Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Rachel reclama da postura do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que suspendeu a delação de Pinheiro alegando que essa teria sido vazada pela imprensa. A delação foi dada com grande destaque na capa de fim de semana pela Revista Veja. 

"República de corruptos comemora, dá para respirar mais um pouco", diz a jornalista dizendo que todos tem que ser investigados, inclusive, os membros do judiciário.

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Ela ainda defende o papel dos repórteres, que tem a obrigação de fazer o seu trabalho, mesmo que para isso dados sigilosos sejam "vazados". Segundo Sheherazade, o papel da Procuradoria deveria ser ajudar colocar bandidos na cadeia, e, não fazer justamente o contrário. A repórter ainda diz que a delação de Léo Pinheiro poderia chegar a outras pessoas do judiciário e que ele já é considerado uma espécie de "homem bomba". 

Rachel lembra que já existe um processo de impeachment protocolado no Senado contra #Dias Toffoli e que ele tem muito mais do que explicar do que uma simples citação em uma delação. A jornalista cita o fato de Toffoli ter sido advogado das campanhas presidenciais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de alcançar o cargo no Supremo. O pedido de impeachment acusa o Ministro de pedir empréstimos milionários com o Banco Mercantil, julgando o próprio banco e a favor do Mercantil, o que demostraria um choque de interesses. 

Ouça abaixo a opinião de Rachel Sheherazade que está dando o que falar na internet e que expõe toda a polêmica que gira em torno da crise entre o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal:

#STF #É Manchete!