O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu fiscalizar com mais rigor e punir aqueles candidatos que tem como base de campanha as igrejas. Essa prática é chamada de abuso de poder religioso. Com as campanhas mais pobres esse ano, devido os impedimentos das empresas em financiar os candidatos, muitos políticos vão buscar divulgação e ajuda nas igrejas em que são conhecidos.

De acordo com o advogado Amilton Augusto Kufa, os políticos terão que ter mais cuidado, pois existem muitas queixas de pessoas contrárias à esse tipo de propaganda. Deve haver mais cautela e limite quando o assunto eleição fizer parte do cenário religioso a partir de agora, ressaltou o advogado.

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Deputado cassado

No ano passado, o mandato do deputado estadual Márcio José Machado oliveira (PTB-MG) foi cassado devido a #Justiça receber várias acusações de pessoas descontentes com o abuso de poder do deputado dentro das igrejas. Isso causou indignação nas pessoas. Conhecido pelo nome Márcio Santiago, o deputado é sobrinho do apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus. Foi comprovado para a Justiça, que o missionário entregou vários panfletos na igreja, nas vésperas da eleição de 2014 e foi exaltado pelo pastor Valdemiro Santiago, como um homem certo para todos votarem. Nesse dia, dentro da igreja, tinham 15 mil fiéis.

Segundo o advogado Kufa, o candidato não pode subir no altar e pedir voto, ele deve simplesmente participar da celebração e não se expor muito. Essa fiscalização mais rígida pode complicar a situação de alguns candidatos caso ignorem as regras estabelecidas.

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ABC

Na região do grande ABC existem muitos políticos ligados à igreja e que estão tentando uma vaga no legislativo. Na cidade de Santo André tem o bispo Ronaldo de Castro, Elian Santana, Ailton Lima e Donizeti Pereira. Em São Bernardo do Campo existem dois candidatos ligados à igreja Universal e em Mauá os nomes que estão em ligação com a igreja é Alberto Betão Justino e Gil Miranda.

A atitude desses candidatos é participar de missas, cultos e eventos religiosos se apresentando como nomes laicos na disputa pelos cargos. #Religião #Dentro da política