Os escândalos de corrupção que desviaram bilhões de reais dos cofres públicos da Petrobras, considerado um dos maiores esquemas criminosos de distribuição de propinas de que se tem notícia no País, atingem de modo substancial o ex-presidente da República, Luiz Inácio #Lula da Silva. Os procuradores que compõem a força-tarefa da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal, com sede em Curitiba, no Paraná, trabalham insistentemente na elucidação dos fatos que ocasionaram a "sangria" dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras. A Lava-Jato, símbolo de combate à corrupção no País e elogiada até no exterior, é comandada pelo juiz federal, Sérgio Moro.

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As investigações se aprofundam de modo de que os procuradores já podem denunciar o ex-presidente Lula, através de evidências irrefutáveis que trazem à tona o papel central e efetivo dele no chamado "Petrolão".

Conjunto de evidências

De acordo com o aprofundamento das investigações e o vasto conjunto de evidências,  o ex-presidente Lula era o chefe do esquema de desvios de recursos públicos da Petrobras. Tudo encontra-se pronto, para que após o término dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ele seja indiciado pela Polícia Federal, sob âmbito da Operação Lava-Jato, sob a alçada do juiz Sérgio Moro. As provas são consideradas extremamente robustas e apontam que Lula recebeu dinheiro proveniente das empreiteiras envolvidas no esquema de propinas da Petrobras, através do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, e do tríplex do Guarujá, no litoral do mesmo estado.

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São tantas as evidências, que os procuradores federais abdicam até mesmo, de novas informações oriundas de acordos de colaboração premiada de empreiteiros envolvidos nos desvios de dinheiro da estatal.

Entretanto, os investigadores se irritaram com o fato de Lula tentar intimidá-los, através de ações que não tiveram qualquer efeito prático em favor do ex-presidente. Até o momento, não  há previsão de se decretar a prisão do ex-mandatário. A denúncia, por meio da Lava-Jato, será a segunda contra o ex-presidente, no Ministério Público. A primeira já foi concretizada, referindo-se à tentativa de ele tentar silenciar o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, com o intuito de se "comprar o seu silêncio", para que Cerveró não repassasse informações a respeito do amigo de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai, em prisão domiciliar, em decorrência de problemas relacionados à sua saúde. #SérgioMoro #Lava Jato