Um famoso representante italiano do Renascimento, Nicolau Maquiavel, o qual é considerado o fundador do que pode ser entendido como a ciência política moderna, disse em certa ocasião de sua vida que “o primeiro método para estimar a inteligência de um governante é olhar para os homens que tem à sua volta”. A frase em questão poderia até ter alguma correlação com o governo do presidente interino do Brasil, Michel Temer, que lamentavelmente já teve ministros por ele nomeados, afastados em poucas semanas desde que o mesmo assumiu o governo, sob a acusação de corrupção e outros delitos.

O mesmo se aplica em relação principalmente a “bancada evangélica” que massivamente apoia o afastamento definitivo com o impeachment da presidente eleita democraticamente por quase 55 milhões de votos, #Dilma Rousseff

A acusação bombástica repousa dessa vez sobre um dos representantes da bancada evangélica, o polêmico pastor e deputado federal pelo PSC/SP – Partido Social Cristão de SP, Marco Feliciano.

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Uma jovem mulher que milita pelo mesmo partido do pastor, disse que Feliciano tentou simplesmente estuprá-la em um apartamento na cidade de Brasília, Planalto Central. 

Tanto é assim que Vanessa Grazziotin, senadora do PCdoB/AM – Partido Comunista do Brasil do Amazonas e que é procuradora da Mulher no Senado, solicitou formalmente em 05 de agosto, sexta-feira, ao Ministério Público do DF e Territórios, a investigação do que realmente aconteceu no dia do encontro de Feliciano com a mulher, pois se a acusação for verdadeira, isso é algo inadmissível, uma vez que o deputado é “tido como zelador de direitos e garantias fundamentais”

A senadora Grazziotin em seu ofício dirigido a Leonardo Bessa, que é o procurador-geral de Justiça do MPDFT, faz alusão de que essa fatídica acusação só caracteriza estatisticamente mais um caso de assédio sexual grave por um homem que é tido por muitos como um guardião das garantias básicas das mulheres, mas que na realidade, esse mesmo homem é oriundo do seio machista do atual parlamento do Brasil.

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A senadora ainda faz alusão de que a estudante vítima do abuso foi coagida a se evadir de Brasília, para que assim a propagação, investigação e responsabilização legal em relação ao autor do escândalo, no caso, Marco Feliciano, não tivessem continuidade. 

No ofício de Vanessa Grazziotin está anexada reportagem veiculada em 02 de agosto, terça-feira, onde a mulher que foi a suposta vítima de Feliciano acabou relatando todo o caso a um jornalista do Portal UOL. 

A situação é bem mais complexa do que se parece, já que no mesmo dia em que a senadora Vanessa apresentou o ofício, solicitando a condução da investigação, Talma Bauer, chefe de gabinete do pastor e deputado Marco Feliciano, foi detido em São Paulo sob a alegação de ter relação direta com o assunto. Não foi conseguido nenhum contato com sucesso por parte de alguns canais da imprensa, que trouxesse algum esclarecimento adicional do assunto, com o gabinete do pastor no DF ou com o próprio Marco Feliciano. #Religião #Crime