Nessa segunda-feira, 29, a política nacional terá mais um dia histórico: #Dilma Rousseff, presidente afastada do Brasil, irá depor no #Senado Federal. Acompanhada de Lula, ex-ministros e convidados particulares da mesma, Dilma deverá reforçar sua ‘tese do golpe’ e alegar que nunca cometeu crime de responsabilidade.

Pela manhã, Dilma coemçará seu depoimento, com previsão inicial de trinta minutos, prorrogáveis pelo tempo que Ricardo Lewandowski decidir. Após o depoimento, tanto o presidente do Supremo, quanto os 81 senadores e os advogados de defesa e acusação, poderão interrogar Dilma.

Após a fase de interrogação da ré, será iniciada a fase de debates, onde cada um dos senadores terá dez minutos para expor sua opinião, defesa ou acusação sobre o processo do #Impeachment.

Publicidade
Publicidade

Já os advogados de defesa e acusação, terão uma hora e meia cada um, para conferirem suas respectivas conclusões sobre o impeachment.

Assim que essa fase terminar, Ricardo Lewandowski deve resumir os fundamentos apresentados pela defesa e a acusação. Após esse período, começará a votação, que será aberta, nominal e eletrônica. Estima-se que essa parte do julgamento só ocorra na terça-feira, 30, podendo entrar na madrugada e só ocorrer a decisão final, já na quarta-feira, 31.

Defesa e acusação podem ter perdido um voto cada

Telmário Mota, que até então vinha defendendo a permanência de Dilma Rousseff na presidência da República, alegou que tem se sentido traído pelo PT, uma vez que o mesmo não quis se coligar e apoiar o seu candidato à prefeitura de Boa Vista. Por conta disso, o senador decidirá nessa segunda-feira, 29, se vota a favor ou contra o impeachment de Dilma.

Publicidade

Já do lado da acusação, o senador Wellington Fagundes, que votou a favor do impeachment nas duas votações anteriores, começou a passar mal nesse sábado, 27, durante sessão do julgamento de Dilma, sendo atendido pelos médicos do Congresso Nacional. Entretanto, como seu caso era delicado, foi transferido para o Hospital Brasília, onde permanece por tempo indeterminado por conta de um quadro de diverticulite.

Discussões entre senadores pode gerar mudança de votos

Na última quinta-feira, 25, Gleisi Hoffmann se sentiu incomodada com a contradita de Magno Malta e acabou se exaltando, alegando que nenhum senador dentro do Senado Federal tinha moral para julgar Dilma. A fala da senadora gerou discussão entre os senadores e no dia seguinte, um desentendimento entre ela e Renan Calheiros, e que tem ligação com a acusação de ‘sem moralidade’, podem ter feito o presidente da casa decidir votar a favor do impeachment.

Renan alegou que a discussão não irá definir o seu voto, mas confessa que ainda não decidiu se vai se abster, como das duas vezes anteriores, podendo votar nessa última etapa do processo do impeachment.

Publicidade

A decisão será tomada apenas no dia da votação. Renan também disse se sentir arrependido de ter discutido com Gleisi, uma vez que alegou que foi ele quem conseguiu revogar a prisão de Paulo Bernardo, preso pela Polícia Federal, no STF.