Já passava das 9h30 desta segunda-feira quando a presidente afastada da República, Dilma Vana Rousseff, subiu à tribuna do plenário do #Senado Federal para fazer a sua exposição inicial no julgamento final do #Impeachment. Sem improvisar, ela leu o seu discurso, que, em essência, refutava os tais crimes de responsabilidade que estão presentes na denúncia do processo e insistia na tese do "golpe" parlamentar.

Como já era previsto durante a semana passada, Dilma chegou ao Senado acompanhada de uma comitiva de aliados políticos. O ex-presidente e seu principal padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, e o artista Chico Buarque, estavam no grupo e acompanharam o discurso da presidente afastada na galeria do Senado.

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O ex-ministro Jaques Wagner também se fez presente.

Conjunto da obra

Dilma criticou um dos principais argumentos dos seus opositores, que criticam o "conjunto da obra" para votarem contra a petista. No seu discurso, a presidente afastada disse que "só o povo pode afastar um presidente pelo conjunto da obra, nas eleições". Ela lembrou que teve mais de 54 milhões de votos no pleito de 2014.

Golpe

Foi já na parte final do seu discurso, que durou cerca de meia hora, que Dilma citou a palavra "golpe". Para ela, o processo em curso é um "golpe que resultará na eleição de um governo usurpador, que não tem mulheres na sua interinidade e que dispensa negros nos ministérios".

Ditadura e tortura

Uma das vítimas da ditadura militar na década de 70, Dilma recordou o pesadelo vivido naquela época e chegou a se emocionar.

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Ela comparou a tortura com o processo de impeachment: "Sinto novamente o gosto amargo do arbítrio e da injustiça".

Democracia

Como tática de defesa, a petista ressaltou o seu apreço pela democracia e garantiu que nada faria para atentar contra esse tipo de sistema - Dilma também fez questão de citar a Constituição promulgada em 1988. "Acredito no Estado de Direito e na Democracia. Jamais praticaria esses tais atos ferindo aquilo que acredito", disse no início do seu discurso. #Dilma Rousseff