No último ano, as manifestações políticas no país ficaram ainda mais comuns. O debate se o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), era ou não um golpe de estado, dividiu os brasileiros. O Fla x Flu político, no entanto, envolveu até mesmo personalidades da Justiça. Em matéria dada com exclusividade nesta terça-feira, 30, pelo site da revista Veja, quem aparece em um protesto contra o presidente em exercício, #Michel Temer, do #PMDB,  é nada mais, nada menos do que vice-procuradora-geral da República no Brasil, Ela Wiecko Volkmer de Castilho, número dois de Rodrigo Janot.

O protesto que Ela participou aconteceu em Portugal.

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Volkmer aparece ao lado do acadêmico Boaventura de Sousa Santos, professor da Universidade de Coimbra. Eles gritam juntos frases contra Michel Temer. Uma das faixas diz que o processo de impedimento é um golpe. O acadêmico diz ainda que o Brasil estava vivendo uma ruptura em sua democracia e que TODOS os presentes estavam agindo para tentar evitar isso, ou pelo menos, mostrar todo o descontentamento diante da situação. O representante da universidade de Coimbra diz ainda que é necessário que as pessoas honestas voltem ao poder, fazendo uma menção à Dilma e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Antes da Veja divulgar o caso, um vídeo com o protesto em que aparece a número dois da Procuradoria-Geral foi divulgado politicamente pela TV da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na internet.

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Volkmer parece feliz diante da situação, mas usa um óculos escuros, talvez com a intenção de se esconder. Eça está no cargo de vice desde 2013. A jurista está à frente da 'Operação Acrônimo', um braço da Operação Lava Jato. Curiosamente, a Operação acabou atingindo não nomes ligados a Temer, mas sim à Dilma, como foi o caso do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. 

Em entrevista à Revista Veja, Ela disse não ter qualquer problema em estar em uma manifestação, especialmente porque não estava atuando na sua função, mas como estudante. "Não posso ter liberdade de manifestação? Isso é um pouco exagerado. Fui discreta", disse ela. Há quem já peça a cabeça da Procuradora por suposta falta de isenção em seu trabalho. Será que ela perderá o cargo?  #Dilma Rousseff