Embora seja comum que procuradores e ministros não manifestem suas preferências políticas, a fim de demonstrar imparcialidade, a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko Volkmer de Castilho, disse que o #Impeachment de #Dilma Rousseff é um golpe político.

Além disso, Wiecko também afirmou que não lhe agrada a ideia de ter Michel Temer como o presidente do Brasil. O posicionamento da vice-procuradora veio após a repercussão de um vídeo gravado dia 28 de junho, onde ela aparece de óculos escuros, demonstrando certa cautela ao segurar timidamente um cartaz de ‘Fora Temer’, junto a um grupo que gritava em alto e bom tom a mesma frase do cartaz.

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A procuradora só foi identificada no vídeo na manhã dessa terça-feira, 30, pela revista Veja. As imagens foram divulgadas pela TV dos Trabalhadores (emissora da CUT – Central Única dos Trabalhadores) e o protesto aconteceu em Portugal. Ela Wiecko declarou que foi ao ato contra Temer como cidadã e não como procuradora e que se encontrava de férias na data dos fatos.

Wiecko justifica sua insatisfação com a ideia de #Michel Temer ser o presidente do Brasil até 2018: delações premiadas que possuem pessoas ligadas a ele como alvo, bem como delações contra o próprio peemedebista. Segundo a procuradora, há outras pessoas dentro da PGR que possuem as mesmas inseguranças quanto ao governo interino tornar-se o governo definitivo do Brasil.

Em entrevista por telefone para a Veja, Ela foi questionada sobre a participação do Supremo nesse suposto 'golpe', ocasião em que alegou que esse seria um assunto longo e que não falaria sobre o mesmo por telefone.

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Também afirmou que não foi a organizadora do ato contra Temer e que não haviam outras autoridades presentes no protesto.

Marido de Ela já protagonizou polêmica por causa de Lula

A parcialidade na hora de lidar com alguns políticos não foi uma especialidade da procuradora, mas seu marido, Manoel Lauro Volkmer de Castilho, foi obrigado a pedir demissão do cargo de assessor de Teori Zavascki, após assinar um manifesto a favor da inocência de Luís Inácio Lula da Silva.