Com a deposição do cargo de presidente da República, na tarde desta quarta-feira (31), da agora ex-presidente Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores sai do poder após 13 anos e 132 dias, o maior período de um partido político eleito de forma democrática no comando do Brasil. 

Em um breve resumo, ao assumir a presidência em 2003, após tentativas frustradas desde a redemocratização, #Lula aparecia quase como uma unanimidade no Brasil e no mundo. Sua imagem até então imaculada fez com que o Brasil chegasse a patamares que "nunca na história desse País" havia chegado, como gostava de ressaltar. Crescimento econômico, geração de emprego, retirada de milhões da miséria e desenvolvimento dos programas sociais serviam para aumentar a imagem de Lula como um mito. 

Em meio aos 13 anos petistas na presidência, dois gigantescos escândalos de corrupção estouraram.

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Um no governo lulista, em 2005, e outro no governo dilmista, iniciado em 2014 e que ainda segue fazendo suas vítimas: Mensalão e Lava Jato. 

Com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e a volta do #PT ao lugar de oposição, espaço onde foi forjado desde suas origens, entrega o país em uma grave crise financeira e de desemprego, contas públicas deficitárias e programas sociais em vias de explodir. 

Enfim, Lula no poder

Após três derrotas nas urnas, em 1989, para Fernando Collor, em um polêmico segundo turno, e para o tucano Fernando Henrique Cardoso em 1994 e 1998, enfim Lula conseguiu chegar a presidência da República ao vencer o tucano José Serra nas eleições presidenciais de 2002. 

Como pontos positivos da gestão do petista em seu primeiro mandato, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que 19% da pobreza no Brasil foi diminuída.

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Além disso, o Bolsa Família foi considerado um dos melhores programas sociais do mundo. No fim do primeiro mandato de Lula, a inflação chegou a 3,4%.

Já enfrentando problemas como o Mensalão, mas no auge da popularidade pelo crescimento do país, Lula não teve problemas para se reeleger presidente em 2006 num segundo turno contra o tucano Geraldo Alckmin, vencendo por 60,83% dos votos.

No segundo mandato de Lula, a crise dos Estados Unidos em 2008 abalou a economia mundial. Foi nesse período que o ex-presidente soltou a celebre tirada ao afirmar que a crise era apenas uma "marolinha". No ano seguinte, a economia do país encolheu 0,9%. Em 2010, o Brasil cresceu impressionantes 7,5% em meio a crise mundial, maior taxa desde 1944. 

A "aposta" de Lula

Dilma Vana Rousseff, ou "mãe do PAC". Ex-ministra chefe da Casa Civil e comandante do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um dos carros-chefes do segundo mandato de Lula. Dilma surgiu como a queridinha do então presidente e pré-candidata petista a sucessão de Lula.

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Até então uma desconhecida, Dilma começou a ganhar as manchetes e protagonismo.

Derrotando Serra no segundo turno, emplacando a terceira derrota de um tucano para um petista seguida, Dilma assumiu a presidência como a primeira mulher eleita chefe de estado no Brasil. Em seu primeiro ano de governo, o País chegou a marca de 6ª economia do mundo. 

A "marolinha" de Lula não o atingiu, mas pegou em cheio sua sucessora, que teve que enfrentar uma grande crise econômica e readequar o País aos investimentos mundiais. O Brasil passava a crescer menos do que a média mundial, 2% contra 3,5%, segundo o Fundo Monetário Mundial (FMI). Mas mesmo com a queda na economia, e os resquícios do julgamento do Mensalão, ocorrido no início do mandato, Dilma conseguiu se reeleger.

Numa disputa presidencial contra o 4º tucano derrotado em sequência, Aécio Neves, Dilma foi eleita para seu segundo mantado. 

Em meio a grave crise financeira e escândalos de corrupção envolvendo nomes fortes de seu governo, Dilma teve que lidar com um problema a mais: a crise política. Esse novo ingrediente, que foi adicionado pela ruptura do PT com PMDB, culminou com a cassação da presidente eleita.  #Dentro da política