Se, para alguns a crise política brasileira acabou com o afastamento definitivo da presidente do Brasil, Dilma Rousseff (PT), para outros o embate político só começou. É o que afirmam os internautas e ativistas políticos que não aceitam o afastamento da presidente e que buscam, através de manifestações nas ruas do país, demonstrar sua indignação. Essa parte da população classifica o impeachment como um golpe político, assim como a maioria da imprensa internacional, que não enxerga motivos jurídicos que fizessem Dilma ser afastada.

Cidadãos estão proibidos de manifestarem-se neste domingo (4), na Av. Paulista

Muitas passeatas e manifestações tomaram conta de todo o Brasil durante a votação do impeachment, logo após 61 senadores decretarem o afastamento de Dilma Rousseff.

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Milhares de brasileiros tomaram as ruas para protestar contra o presidente interino, Michel Temer (PMDB). "Em um só coro era possível escutar manifestantes gritar: - Temer golpista! Temer golpista! Devolve o meu voto, golpista!," afirmava uma internauta de Belo Horizonte, cidade em que milhares ocuparam as ruas em protesto contra o afastamento de Dilma Rousseff.

Atitude do governo de SP gera revolta e remete à censura

Em atitude inédita, o governo do estado de São Paulo decidiu proibir qualquer tipo de #Manifestação neste domingo na capital paulista. Segundo nota emitida pela Secretaria de Segurança do estado, a medida está relacionada com a passagem da tocha olímpica na cidade, devido aos jogos paralímpicos no país. Porém, não é o que considera a maioria dos brasileiros, que buscam, através do protesto, a garantia de seus direitos enquanto cidadãos brasileiros.

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Para estes cidadãos, a atitude do governo baseia-se na supressão da liberdade de expressão, liberdade amplamente garantida pela Constituição Federal. O gesto da Secretaria de Segurança do governo do estado de SP suscita discussão sobre o gesto denotar um ato de censura aos cidadãos que possuem o direito de manifestarem-se em vias públicas. Algumas manifestações já foram marcadas para o domingo,  na última manifestação que teve na #av. Paulista, nesta quarta-feira (31), sete pessoas ficaram feridas. #governo de São Paulo