As empresas Queiroz Galvão e Iesa, que são alvos da Operação Lava Jato, por terem fornecido propinas em contratos de R$ 1 bilhão para a Petrobrás sem que houvesse licitação, fizeram pagamentos em 2008 e 2011 para um escritório de advocacia. Esse escritório tinha como sócio o agora vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), José Antonio Dias Toffoli. Hoje o Rangel Advocacia é da mulher do ministro, a advogada Roberta Rangel.

O ex-gerente de engenharia da Petrobrás, Pedro Barusco, comentou em delação premiada, que recebeu propina desse contrato de consórcio com a Rangel Advocacia. Essas investigações estão sendo feitas pela Operação "Resta Um" da Lava Jato.

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Segundo Barusco, o contrato com o escritório teve suborno de 2% dos valores iniciais de R$ 627 milhões. A divisão ficou dessa forma: 1% para o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, 0,5% para diretores da Petrobrás e 0,5% para o Partido dos Trabalhadores (PT). Todos esses dados estão descritos em uma planilha apresentada por Barusco.

Outra informação importante é que a Andrade Gutierrez, também alvo da Lava Jato, pagou R$ 50 mil para o escritório da mulher de Toffoli, quando o ministro era sócio do escritório.

Alerta

Essas acusações deixaram um alerta na Lava Jato, pois o ministro Toffoli pode atuar em processos com interesses pessoais, já que ele irá julgar a maioria dos casos da Lava Jato.

No mês passado, Toffoli foi criticado por ter libertado executivos de empreiteiras que estavam presos pela Operação.

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Ricardo pessoa, da empreiteira UTC, foi um dos que ganhou a liberdade. Vale ressaltar que essa decisão do ministro no mês passado, não atingiu os diretores da Queiroz Galvão e nem da Iesa, mas pode servir como precedente para o futuro.

Defesa

O ministro Dias Toffoli disse que os pagamentos feitos pelas empresas ao escritório de advocacia, que agora é de sua mulher, não é motivo para que haja impedimento dele julgar os processos da Lava Jato. Roberta Rangel disse que foi remunerada e apenas realizou um trabalho como tantos outros. "Tudo está declarado na Receita Federal", disse Rangel. #Petrobras #Petrolão